É muito difícil ser pároco nesta freguesia.É difícil porque sim e, mais difícil é porque, apreciadas como devem ser as coisas, por isto ou por aquilo encaminhamo-nos sempre para um “beco”.
E aí há que aproveitar, mas para vomitar. Para vomitar ou para saltar o muro e mandá-los à bosta. Isto é um nojo!
Li, algures, que não foram atribuídas cerca de duas mil bolsas de estudo a alunos do ensino superior porque os papás têm dívidas ao fisco. Ler uma coisa destas agonia-me **.
Em primeiro lugar a questão é:
porque há-de ser um filho penalizado pelas alegadas falhas do progenitor ? depois fica por saber porque é que esta gente permite que, cada vez mais, o arroto de um qualquer manga-de-alpaca do fisco é considerado como se de um dogma se tratasse? é que, entre outras, desde o instante em que o sacripanta [do fisco] decide até que fique provado que o questor tem razão pode ir um abismo – um buraco feito pela diferença entre ser alegadamente devedor e o dever, de facto.
Ora isto, quanto a mim, seria bastante para que as academias se levantassem.
Os que viram negadas as bolsas e os outros. Por uma razão elementar – solidariedade
[um sentimento, uma pulsão com que estes maltrapilhos aburguesados e peralvilhos da saliva enchem a boca, mas que não serve senão para arejar a língua ou dissipar o mau hálito].
Não! esta gente não tem um pingo de amor-próprio, brio, noção de dignidade. Por mais que se digam indignados ao invés de se insurgirem com decisões que, de facto, atentam contra as mais elementares regras da administração de uma comunidade preferem o folclore.
Folclore como o que me foi dado ver num “abraço” perfeitamente idiota, infantil e inconsequente em redor de uma maternidade que, presume-se, irá fechar.
E porquê? pela amostra (televisionada) uma imbecil justificou-o "por lá ter nascido"; outra, disse "por lá terem nascido os seus gémeos"; outra, hoje de manhã, na rádio, indignou-se contra o encerramento porque o que deviam fechar era o Francisco Xavier. Porquê? (minha senhora). "Porque o netinho, dela, ia morrendo no Francisco Xavier".
Os jornais dão a saber que a ministra Cristas teve a ideia, peregrina (e submeteu-a a consulta aos interessados, valha-lhe isso), de criar uma taxa que visa sustentar um Fundo (para a segurança e saúde alimentar).
D. Cristas, vá inventar lá para a sua cozinha. Mas qual Fundo qual quê?! um Fundo e mais meia-dúzia de parasitas para o gerir!!! Qual Fundo qual quê?! o Fundo é atribuir obrigações e poderes à ASAE... já que existe. E a segurança, ou a saúde, previnem-se sendo implacável com toda a sorte de prevaricadores.
O beco é este!
Se esta sociedade está atolada na estrumeira produzida pelos séquitos que se alojaram na administração pública, quer na central quer na local, é muito por esta gente ser do quilate que é.
Não valem um traque!
* faguinchem que é cantá-lo, guinchando
** não tenho, de forma directa ou indirecta, nenhum interesse particular e que se relacione com o assunto.