terça-feira, 10 de abril de 2012

TAKE OFF

O “Pleitos”, seis anos volvidos de edição (praticamente) ininterrupta, entra no que será uma série.
Se há razões que o determinam? Há! Se as condicionantes permitirão denotar alterações significativas em textos futuros? Não faço a mais pequena ideia [precato-me, dizendo que talvez daqui a meio-ano o possa fazer].
De momento, adquirido, apenas tenho que
-- as apostilas continuarão sendo subliminares e ao sabor dos eventuais interesses ou conveniências dos meus leitores [careço de topete para outra coisa que não isso] e
--     os  pleitos  serão [como o são desde o
instante inicial] os mesmos, idênticos ou sucedâneos já que a “determinística” está toda a montante do autor [desconheço a existência de rios que alimentem cursos de água secundários].
Na realidade o que fará a diferença [se diferença houver] serão as minhas próprias circunstâncias e de essas, a saber, destaco a de ficar isentado das percepções [outras terei e que usarei como contraponto ou referência] advenientes do exercício dos sentidos [nomeadamente o tacto, o olfacto e o paladar] assim como a de ter sido bafejado por forma a não estar sujeito à sucção gerada pelo ralo.
Irei ter tempo, e oportunidade, de olhar o [comportamento do] rio a partir da margem.
Mais triste do que o que acontece
É o que nunca aconteceu
(…)
Aproprio-me da sensatez e sabedoria do saudoso Vitor da Cunha Rego
«Recusam-se a pensar. Vão acabar exaustos, atordoados de tanta correria. É como se estourassem de inconsciência, (…) Fogem de qualquer luta, afrouxam-se em submissões, aceitam não ser donos deles mesmos. Nem sequer sabem que estão sós porque a solidão desliza sobre eles sem deixar vestígios como a água nas penas dos cisnes.
Todos nós somos convidados para entrar num castelo, diariamente, vá lá saber-se por quem. Pode o castelo estar cheio de esplendores e de multidão ruidosa que não deixará de acabar em sepulcro, mais depressa do que seria de esperar, (…) escapar da ladainha dos que mergulharam no ruído, viver como um desafio, ter a honra de não se submeter a quem não merece submissão e de depender do amor de quem merece essa dependência, é o que deveria ser -- se pensássemos. Mas só quando se está cansado de nunca estar só é possível vencer a violência da solidão e pensar no que vale a pena. As coisas são o que são.»
Melhor te acolhe a vil choupana dada
Que o palácio devido.

with afterburner.
Até já!

quinta-feira, 29 de março de 2012

29.03.2012

É o 1º dia do 7º ano de vida do Pleitos.
Motivo de satisfação pessoal e data de “celebração”. E boa ocasião para uma pausa, também.
Farei uma pausa… para reaparecer, com um novo fôlego, para uma série. Entretanto,
a vida segue lá pelo Espelho Plano.

Aos (leitores) amigos rogo-lhes paciência; aos que não são amigos, não lhes solicito nem agradeço nada mas, fica garantido, continuarei a “dizer” o que me der na gana… se por outra razão não fôr, que seja para (os) chatear!




Encerrado para   BALANÇO


quarta-feira, 28 de março de 2012

Transformar o nigredo em albedo

28.03.2012
No último dia do 6º ano de vida do “Pleitos

Com os olhos postos nos páramos desta paródia quedo-me, pois, por uma pincelada impressionista na qual procuro sintetizar alguns poucos dos fotogramas que me chegam.
Inexoravelmente, na mudança que transforma a sociedade, espalha-se um cheiro a podre que sobe do fundo das instituições. No que a mim respeita começou por ser um mal-estar. Uma lenta acumulação de repugnâncias. O que para os outros era opaco para mim tornava-se-me transparente.

Há já muito tempo que não temos descanso, porque nos últimos anos não houve um dia sem um escândalo político e as tranquibérnias  políticas atingiram uma dimensão dificultosamente imaginável. Os "jornais" leia-se comunicação social revelam e acusam e naturalmente exageram, mas anulam também logo a seguir por oportunismo e, por oportunismo, pouco depois esquecem. Os "jornais" são os reveladores e os instigadores, e ao mesmo tempo os encobridores e abafadores e opressores no que diz respeito à perversidade dos políticos e aos crimes políticos.

Quem pode, manda

Baixaram as calças então, agora, ofereçam-lhes o resto.


Nota: o texto jornalístico está redigido segundo os normativos ortográficos que hão-de vigorar. Se não entendem, requeiram tradutor.

terça-feira, 27 de março de 2012

Coisas intragáveis

de um Estado que se reclama de Direito. Intragáveis, serão sempre.Um jogo de embustes. Cindiram-vos em imbecilidade e maldição.Esfarrapada consciência ôntica!


Agradecido ao R.Valle Santos