O “Pleitos”, seis anos volvidos de edição (praticamente) ininterrupta, entra no que será uma 2ª série.
Se há razões que o determinam? Há! Se as condicionantes permitirão denotar alterações significativas em textos futuros? Não faço a mais pequena ideia [precato-me, dizendo que talvez daqui a meio-ano o possa fazer].
De momento, adquirido, apenas tenho que
-- as apostilas continuarão sendo subliminares e ao sabor dos eventuais interesses ou conveniências dos meus leitores [careço de topete para outra coisa que não isso] e
-- os pleitos serão [como o são desde o
instante inicial] os mesmos, idênticos ou sucedâneos já que a “determinística” está toda a montante do autor [desconheço a existência de rios que alimentem cursos de água secundários].
Na realidade o que fará a diferença [se diferença houver] serão as minhas próprias circunstâncias e de essas, a saber, destaco a de ficar isentado das percepções [outras terei e que usarei como contraponto ou referência] advenientes do exercício dos sentidos [nomeadamente o tacto, o olfacto e o paladar] assim como a de ter sido bafejado por forma a não estar sujeito à sucção gerada pelo ralo.
Irei ter tempo, e oportunidade, de olhar o [comportamento do] rio a partir da margem.
Mais triste do que o que acontece
É o que nunca aconteceu
(…)
Aproprio-me da sensatez e sabedoria do saudoso Vitor da Cunha Rego
«Recusam-se a pensar. Vão acabar exaustos, atordoados de tanta correria. É como se estourassem de inconsciência, (…) Fogem de qualquer luta, afrouxam-se em submissões, aceitam não ser donos deles mesmos. Nem sequer sabem que estão sós porque a solidão desliza sobre eles sem deixar vestígios como a água nas penas dos cisnes.
Todos nós somos convidados para entrar num castelo, diariamente, vá lá saber-se por quem. Pode o castelo estar cheio de esplendores e de multidão ruidosa que não deixará de acabar em sepulcro, mais depressa do que seria de esperar, (…) escapar da ladainha dos que mergulharam no ruído, viver como um desafio, ter a honra de não se submeter a quem não merece submissão e de depender do amor de quem merece essa dependência, é o que deveria ser -- se pensássemos. Mas só quando se está cansado de nunca estar só é possível vencer a violência da solidão e pensar no que vale a pena. As coisas são o que são.»
Melhor te acolhe a vil choupana dada
Que o palácio devido.
Que o palácio devido.
with afterburner.
Até já!


