28.03.2012
No último dia do 6º ano de vida do “Pleitos”
Com os olhos postos nos páramos desta paródia quedo-me, pois, por uma pincelada impressionista na qual procuro sintetizar alguns poucos dos fotogramas que me chegam.
Inexoravelmente, na mudança que transforma a sociedade, espalha-se um cheiro a podre que sobe do fundo das instituições. No que a mim respeita começou por ser um mal-estar. Uma lenta acumulação de repugnâncias. O que para os outros era opaco para mim tornava-se-me transparente.
Há já muito tempo que não temos descanso, porque nos últimos anos não houve um dia sem um escândalo político e as tranquibérnias políticas atingiram uma dimensão dificultosamente imaginável. Os "jornais" leia-se comunicação social revelam e acusam e naturalmente exageram, mas anulam também logo a seguir por oportunismo e, por oportunismo, pouco depois esquecem. Os "jornais" são os reveladores e os instigadores, e ao mesmo tempo os encobridores e abafadores e opressores no que diz respeito à perversidade dos políticos e aos crimes políticos.