quinta-feira, 8 de março de 2012

O estado de excepção

Os excepcionais e os bestiais

Apesar de tudo, e mais o que possa imaginar, continuamos excepcionais. Se no Estado Novo o regime de excepção estava pré-determinado e era um tanto restrito, a golpada fez o favor de democratizar a excepção. É evidente que passámos, quantitativamente, da excepção selectiva à excepcionalidade – a excepção democratizada, ao estado de excepção. Se anteriormente era discriminado positivamente quem dissesse Amén, a partir de Abril passou a ser excepcionado positivamente quem berrou mais, quem mais chantageou.

Os da TAP serão, em termos remuneratórios, excepção;
os da RTP souberam, e também querem;
os dos CTT, CGD, Empordef e ANA, Águas de Portugal (AdP) e CP Carga, consta, que estão em vias de assim serem considerados  por razões óbvias, claro;
excepção, nunca deixaram de ser os do Banco de Portugal;
o chefe da CCP já deu o lámiré para que o governo pondere a atribuição de (eventual) subsidiação aos comerciantes que, por via das actualização das rendas, vejam as suas vendas em risco;
o kaiser da indústria, Saraiva,  já o é de facto – pelo menos de há ano e meio para cá OU SEJA desde que os excepcionais estadistas que temos se convenceram que a indústria é um dos poucos postigos por onde fazer a renovação do ar e desde que os próprios perceberam que deles dependem os restantes milhões OU SEJA se alguns (poucos que sejam) deles fraquejam das pernas, vós ides todos ao charco;
a Lusoponte também tudo indica ser: come dos passantes e come do Estado;
o Isaltino Morais (parece que já ninguém duvida) é, em rigor, uma excepção;
o Bábá (Vara) e os restantes Alis também parecem ser -- se levar em consideração que, a ser eu o julgado, seria de todo improvável aquela pose altaneira, descontraidamente sobranceira;
(…)

Como é evidente todo e qualquer que não caiba nos universos considerados é, por definição, uma excepção. Contrária. São os bestiais.
E o pior é que tudo isto há-de passar e continuarão a tomar-se por excepcionalmente bestiais: justificá-lo-ão dizendo que, precisamente, «por terem passado por tudo aquilo». Que foi excepcional e foram excepcionais!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Contra pieguices

Passos Coelho, 1º Ministro

Evidentemente que não até porque a (tentativa de) resolução do(s) problema(s) pode ser considerada manifestação de amor e carinho. Digo-o eu que, como é sabido, jamais lhes * sou agradecido e muito menos penhorado.

* todo o que se disponibiliza para a actividade política qualquer que seja a forma e/ou a responsabilidade.

terça-feira, 6 de março de 2012

A responsabilidade

(numa perspectiva socialista, laica e republicana)

A auditoria à Parque Escolar feita pela I-G Finanças está concluída

O valor estimado (por obra) rondaria os 2,82 milhões de euros; o custo (por obra) atingiu os 15,45 milhões de euros

A Bem do POVO


P.S.: os alemães são lixados!

Modulações discursivas

Sobre o “refrão” (do chilreio)

Pretendemos que
«A geração dos nossos netos será a mais bem preparada de sempre: quer técnica quer cientificamente»

«A actual geração é a mais bem preparada de sempre: quer técnica quer cientificamente»

«A geração de meus filhos foram as mais bem preparadas de sempre: quer técnica quer cientificamente»
(não me recordo de o ter ouvido ou lido mas bem podia ter sido)
assim como, mutatis mutandis,
«A minha geração foi a mais bem preparada de sempre: quer técnica quer cientificamente»
(acho eu que, quer os nossos papás quer nós, fomos comparativamente os menos cabotinos de todos. O que convenhamos não foi defeito, pelo contrário. Bem podíamos não ter descontinuado essa virtude.)
É simplesmente um fenómeno acústico? ECO! ou sinapses de inteligências zipadas (ainda não descompactadas)?
Não raciocine. Nós fá-lo-emos por si. Faça Like.

A nossa vizinha, a Lucidez, foi “despejada”

Saber, da “guerra” entre Álvaro S. Pereira e Vitor Gaspar, quem fica responsável pelo quê é o que menos me interessa. Será assunto grado ou excelente motejo para quantos têm a refeição dependente da “necessidade” interpretativa/desencriptadora [presume-se que exigida por terceiros] das subtilezas ínsitas em rodilhices deste jaez o que, obviamente, não é o meu caso.
Como berrava o outro “organizem-se!” ou então, para levar o assunto um pouco mais a sério, que sejam atribuídos os respectivos poderes ao que melhores garantias der de não sujeição a lobbies nem que tal signifique homologar uma curtíssima “existência”. É que, no limite, a curtíssima “existência” terá o condão de escancarar sem demoras o atoleiro em que este governo já se deixou atascar. Aliás, não vislumbro maneira de acontecer de maneira diferente porque toda essa gente, salvo raríssimas e honrosas excepções, devem tudo e o mais que não se sabe a muita outra gente.
... ou há quem vá aos cornos do touro sem apoios e bom rabejador?!
O que me caustica os neurónios são outras “coisas” a que os protagonistas não são alheios mas que os supera, e muito. Deste recentíssimo “torvelinho” metapolítico, o que me caustica os neurónios é saber que transcorrido um ano, não tarda, é facto que
«(…) as finanças tinham razão para estar preocupadas com duas coisas: a velocidade a que as verbas (do QREN) estavam a ser atribuídas e, ao mesmo tempo, a baixa execução dos projectos. Ou seja, os responsáveis pelos programas operacionais estavam a atribuir verbas a um ritmo elevado mas quem as “recebia” não as estava a conseguir aplicar. Assim, o dinheiro estava a ficar cativado sem qualquer benefício para a economia» *
Isto sim; isto tem significado **. O resto são confettis em tempo de Quaresma.

* Expresso
** se percebe o significado, melhor; se não, paciência: percebesse.