sexta-feira, 2 de março de 2012

Je suis revenu

Embora não a conheça, reconheço-lhe coragem.
As razões para publicar o texto são as inerentes à enorme imundície em redor da criatura (das lapas aos corpos da justiça) e mais as que assinalei com

1)       «Desde que não volte a ocupar nenhum cargo político».
É precisamente nessa (silenciada) intenção [entre outras] que reside a “questão”.
O videirinho foi para Paris por saber que a crise [que ajudou a atrair], uns tantos anos de exílio, a ajuda doméstica dos copains [de que destaco a atenta proactividade do sr. Soares], o contributo da fabulosa memória colectiva do indigenato e aquela pontinha de sorte [que tantas vezes, infelizmente, acompanha os atrevidos] alimentar-lhes-ão a ideia [a todos] e a ambição [ao próprio].
Face às características da colectividade e à qualidade do ente, resisto a dar a carta por perdida. Ele, e não só, sonha com a révanche!
[imagino-o, daqui a uns anos, com um batalhão de jornalistas atrás, os legionários socialistas socráticos a ladeá-lo, dirigindo-se aos portugueses a remir-se de pecadilhos antigos… exibindo o Diploma, certificado, e enfatizando o altíssimo preço que, para tal, teve de pagar]
Acho que se engana quem subestima um fura-vidas!
e

M contra M

É, Miguel: é assim
Chupa que é cana-doce.

Tens de te convencer que não és (em nada) melhor do que o Marinho ou qualquer outro artista da praça. Exactamente por isso: é que vós sois todos uns artistas. O que vos diferencia é mais a graça em que caíram do que a graça que têm; deve-se mais ao que se dispuseram a pagar para lograrem isto ou aquilo e alcandorarem-se a uma presumida autoridade (a Moral, sobretudo) do que a méritos intrínsecos, universalmente escrutinados e reconhecidos.
Vivido como és, deverias saber que uma puta não deve chamar rameira à vizinha. Pela razão de que ambas o são e, no mínimo, pode contribuir para que se engalfinharem. Sem proveito… quer dizer se o eram, antes, continuarão a sê-lo, depois.
Acresce, Miguel, mais um detalhe [em respeito ao estatuto que alguns de vós “adquiriram”]: as cortesãs também o são e usam as mesmas artes das demais mas são, socialmente, mais dispendiosas. Em dobro:
-  a cortesã só o é enquanto existir um proxeneta (da côrte) que a sustente;
-  a rameira sustenta-se a ela própria e, talvez, algum proxeneta.
Vós não valeis a ponta de um corno. Sobejar-me-á sempre o deleite de não vos conhecer e ainda menos reconhecer ou sequer de ter contribuído directa ou indirectamente, e de forma voluntária, para o vosso estrelato.

Despertares


As verdadeiras razões que explicam parte considerável da situação em que Portugal se encontra [de que não sairá antes que passe um lustro] no que respeita ao desemprego -- nomeadamente no “desemprego jovem” --, estiveram dentro dos lares de cada qual, coabitaram com cada um. Por décadas. A não ser que aconteça o milagre! Eventualidade em que acredito pouco por descrer na disponibilidade do Divino baixar e vir intrometer-se no estrabo humano.

Têm imenso para agradecer aos políticos? têm. E ao Estado? também. Mas têm tanto ou mais para agradecer aos progenitores, à família. Foi no recato dos lares, foi no seio das famílias que elucubraram todas as eutopias. Ora como a realidade perceptível é sempre, no mínimo, assíncrona em relação quer a eutopias quer a distopias então, isto, é o despertar de uma doce e longa noite de sono.

Foram fortes as angústias vivenciadas por quantos, desvelados, fizeram por vos despertar assim como não são menores os tormentos para que agora são, compulsivamente, convocados a partilhar.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Acções recreativas

Coisas” de gente grande. De corpo, certamente.
A imbecilidade por vezes toma forma: tangível. No caso, a forma de PETIÇÃO.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PARABÉNS!

«Uma obra de arte que tem de ser explicada, falha»
Henry James, autor de The Awkward Age/A Idade Inábil

Não é caso! nem quanto à por mim designada "obra de arte" nem quanto à desnecessidade de a explicar. Maldita Matemática!