terça-feira, 31 de janeiro de 2012

À pipeta

A realidade servida a conta-gotas dá tempo a que entre uma e a cacetada seguinte, o sovado se recomponha. Eu também gostava! que assim não fosse. Mas será: será e não esperem que os especialistas vo-lo digam antes de o ser. (Quadro 1)

O INE acaba de revelar que «o investimento empresarial deverá apresentar uma taxa de variação nominal de -17,0% em 2012 (…) representando uma significativa revisão em baixa face às perspetivas reveladas no inquérito anterior (-9,3%)». Acontece que um pouco à frente esclarece que para 2012 «o decréscimo previsto de -17,0% para o investimento empresarial resultou sobretudo dos contributos do investimento em equipamentos (-8,3 p.p.) e em construções (-5,8 p.p.).» que (previsionalmente) comparam com o estimado para 2011 onde nos era dado saber que «as reduções mais acentuadas foram as de Alojamento, Restauração e Similares (-41,6%), de Comércio por Grosso e a Retalho e Reparação de Veículos Automóveis e Motociclos (-36,5%), de Atividades de Consultoria, Científica, Técnicas e Similares (-35,4%) e de Construção (-31,3%)»  (Quadro 2)

Sorriam qu' as cenouras já aí vêm

Agora é que vai ser! (o futuro passou a ser um arcaísmo) “Passaremos a ser inteligentes”, comunicaram-nos. 
Lá no encontro decidiram nada sobre muitas coisas.
Resolveram que, daqui para a frente, as consolidações orçamentais passam a ser feitas de “forma inteligente” daí a designação “consolidação orçamental inteligente”; concluíram que até agora as consolidações foram “burras”, “estúpidas” (o antónimo de inteligente é, de facto, estúpido).
Para (ajudar a) solucionar o crescendo do desemprego resolveram (?!) os "inteligentes" avançar com um “Programa Europeu de combate ao desemprego, jovem”. Garantiram com isso, e para já, algumas “coisas” (com excepção dos resultados que serão esperançosos, decerto): sossegar as opiniões públicas da Itália, Portugal, Grécia e Espanha, exibindo a cenoura; alimentar a máquina burocrática da administração da «União» e, consequentemente, as nacionais. O demais é conhecido.
Vêm aí carradas de dinheiro e "programas" (não há, inventam-se) para criar empregos. 

Não cavem, esgaravatem. Demora mais tempo, mas ocupa muitas mais pessoas. E o resultado final é o mesmo: um buraco. Enviem dinheiro às carradas que por cá não faltará quem o encaminhe.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Fanfarrões do click

«O que acontece com os Anonymous é que a actividade criminosa aparece associada a um glamour tecnológico que nos deixa babados de reverência perante a modernidade dos instigadores do crime e incapazes de ultrapassar o mesmo nível de micro-pensamento  que leva muita gente a considerar que há aqui uma qualquer  “luta” com significado social. Não há, nem luta, nem protesto, mas arrogância (o vídeo dos Anonymous é um exercício insuportável de arrogância vanguardista (…)»
P.P. in Abrupto
… E, como gado a caminho do tanque-banheiro
[sim! que o gado não vai; ir implica saber para quê e/ou para onde. Ora, o gado, não sabe; o gado está na manga (de acesso ao tanque banheiro) e, mesmo aí, se o primeiro não resolve desandar nenhum outro faz diferente. O gado não raciocina; reage. Reage ao estímulo do grito Fogo!”, ao Agarra, que é ladrão!” como reage ao lego pedagógico-didáctico de um “investigador” especializado [uma espécie de dervixes pós-modernos] em conspirações d’ Aquém (para não ser d’Além) assim como reage à “picadela” da taser de baixa voltagem. Mas também reage muito bem (a comprovação está disponível: basta, de quando em vez, fazer um voo rasante para tirar uma panorâmica ao Facebook) ao suscitado por titeriteiros que, em toques discretos, lhes imprimem os movimentos que desejam.],
uma enorme mole que se crê da “média”, informada (?!), consciente (perguntem-lhes de quê), “lutadora”, com ideais (e filhos!) que pretende que isto e aquilo venham a ser melhores do que são, etc… segue-os, linka-os, publicita-os,…

~ Nada disto te espante: a realidade tem dois rostos, os homens também ~

que outra coisa é senão imagem espelhada  daquilo com que o pai do sultão Malikshah, um milénio antes de Maquiavel fazer o brilharete e a oferenda ao príncipe, o tentou precatar

«Quando tiveres implantado espiões por toda a parte, os teus amigos de nada desconfiarão, visto saberem-se fiéis. Os traidores acautelar-se-ão. Eles pretenderão subornar os informadores. Pouco a pouco, começarás a receber relatórios desfavoráveis aos teus amigos, favoráveis aos teus inimigos. As palavras, boas ou más, são como flechas: quando se disparam várias há sempre uma que atingirá o alvo. Nessa altura o teu coração fechar-se-á aos teus amigos e os traidores ocuparão o lugar deles a teu lado. Que restará do teu poderio

Esta gente não sabe quem são os titeriteiros quanto mais os mecenas. As turbas jamais filosofarão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A reformatação necessária

Este novo Manifesto pretende igualmente comentar de forma realista o potencial da eficiência energética na contribuição para a solução dos problemas da economia nacional e, por último, a necessária reformatação do sector eléctrico

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Texto para insusceptíveis (e radicalmente honestos)

«O bosque seria muito triste se só cantassem os pássaros que cantam melhor.»
Rabindranath Tagore

Com a excepção dos ingénuos [nesta matéria há muitos – ingénuos porém presumidos] é evidente que o pequeno sururu em que os que não o são pretendem transformar o "tiraram o pio ao Rosa Mendes,..."  num assunto de Estado só está a tomar estas proporções por se tratar de Angola. Não causa(ra)m iguais preocupações, ou estados de alma, assuntos de igual natureza e respeitam a Moçambique ou à Guiné-Bissau… convenhamos que deviam causar porque são em tudo semelhantes às d' Angola. Afinal as quadrilhas de crápulas [que lá instalámos há trinta e cinco anos] são iguais, procedem da mesma maneira [se desvalorizarmos a grandeza e a importância dos meios envolvidos] e o "histórico" quanto ao procedimento de Portugal [quanto aos assuntos entre Estados] e dos portugueses [no que concerne a átimos com a situação dos respectivos povos] em relação a eles são semelhantes [só não são iguais pela inerente e determinante dissemelhança deles].

Imagino que os angolanos estarão muito incomodados com o que se passa ou diz, imagino!