«O que acontece com os Anonymous é que a actividade criminosa aparece associada a um glamour tecnológico que nos deixa babados de reverência perante a modernidade dos instigadores do crime e incapazes de ultrapassar o mesmo nível de micro-pensamento que leva muita gente a considerar que há aqui uma qualquer “luta” com significado social. Não há, nem luta, nem protesto, mas arrogância (o vídeo dos Anonymous é um exercício insuportável de arrogância vanguardista (…)»
P.P. in Abrupto
… E, como gado a caminho do tanque-banheiro
[sim! que o gado não vai; ir implica saber para quê e/ou para onde. Ora, o gado, não sabe; o gado está na manga (de acesso ao tanque banheiro) e, mesmo aí, se o primeiro não resolve desandar nenhum outro faz diferente. O gado não raciocina; reage. Reage ao estímulo do grito “Fogo!”, ao “Agarra, que é ladrão!” como reage ao lego pedagógico-didáctico de um “investigador” especializado [uma espécie de dervixes pós-modernos] em conspirações d’ Aquém (para não ser d’Além) assim como reage à “picadela” da taser de baixa voltagem. Mas também reage muito bem (a comprovação está disponível: basta, de quando em vez, fazer um voo rasante para tirar uma panorâmica ao Facebook) ao suscitado por titeriteiros que, em toques discretos, lhes imprimem os movimentos que desejam.],
uma enorme mole que se crê da “média”, informada (?!), consciente (perguntem-lhes de quê), “lutadora”, com ideais (e filhos!) que pretende que isto e aquilo venham a ser melhores do que são, etc… segue-os, linka-os, publicita-os,…
~ Nada disto te espante: a realidade tem dois rostos, os homens também ~
que outra coisa é senão imagem espelhada daquilo com que o pai do sultão Malikshah, um milénio antes de Maquiavel fazer o brilharete e a oferenda ao príncipe, o tentou precatar
«Quando tiveres implantado espiões por toda a parte, os teus amigos de nada desconfiarão, visto saberem-se fiéis. Os traidores acautelar-se-ão. Eles pretenderão subornar os informadores. Pouco a pouco, começarás a receber relatórios desfavoráveis aos teus amigos, favoráveis aos teus inimigos. As palavras, boas ou más, são como flechas: quando se disparam várias há sempre uma que atingirá o alvo. Nessa altura o teu coração fechar-se-á aos teus amigos e os traidores ocuparão o lugar deles a teu lado. Que restará do teu poderio?»
Esta gente não sabe quem são os titeriteiros quanto mais os mecenas. As turbas jamais filosofarão.