domingo, 22 de janeiro de 2012

A auto-estrada é uma picada esburacada

Em Outubro passado quando Alexandre Miguel Mestre, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, disse que «se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras (…)» escrevi  o que se passa é que mudou muita coisa, mas persiste a conveniência (?!) em não desbulhar a “verdade” até ao endocarpo, até à semente?”
Passados três meses, como a realidade é mais forte do que qualquer elucubração ou agenda (estes palermas persistem na elaboração de agendas sem levar em consideração as agendas dos outros que por sua vez não têm de ser coincidentes ou complementares às deles), Feliciano Barreiras Duarte, secretário de Estado adjunto do Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, dá nota que «o Governo quer travar o regresso dos imigrantes aos países de origem, através de várias medidas a implementar nos próximos anos (…) aprofundar a aprendizagem da Língua Portuguesaemelhorar as oportunidades ao nível do emprego e da habitação aperfeiçoar a legislação de acesso a direitos cívicos e políticos (…)»
Ainda não é o endocarpo mas é mais qualquer coisa. É alguma coisa mais, porém tarde e mal. Mal porque, como tentarei explicar, a pressão (impossível de conter mais) está (presentemente acima de todas as outras coisas) na eminente ruptura financeira * da Seg. Social em 2012 **a imigração é uma das alavancas para o país sair da crise, não só pelo que representa em termos de equilíbrio da Segurança Social e ainda mal porque, na próxima década, os portugueses jamais conseguirão repor “a taxa de natalidade” a níveis que garantam o que presumem garantir ou seja (das duas, uma): se por essa via imaginam possível um Portugal genuinamente português (faço-me entender?!) estão redondamente equivocados mas se não é esse o output final então preparem-se [os defensores da autenticidade, genuidade e coisas assim e a prosápia em redor dos 900 anos de história e mais o que seja que pretendem com isso dizer] para ensinar os descendentes que o Portugal que lhes legam será [por sua exclusiva responsabilidade] uma “nação crioula*** (o que não será bom nem mau: será! o que não será é o que dizem “idealizar”, agora).

Os portugueses continuam uns “líricos”!

sábado, 21 de janeiro de 2012

A qualidade (o nível) da “conversa”

[pelos vistos há muito quem surja na liça acreditando piamente que assim a qualidade da democracia melhorará. Valha-lhes Deus!]
I learned long ago never to wrestle with a pig. You get dirty and besides the pig likes it
~ Bernard Shaw ~
Tivesse a maioria perfeita noção (não tem) do que vê/ouve/lê e a primeira das perguntas que faria (ao invés de alimentar a peixeirada que por aí corre) seria uma (qualquer) das que os levassem a perceber (evidentemente que não ignoro que a glória dos imbecis não é saber, é “falar”)
1 - quais as razões que fazem com que a algazarra recrudesça tanto e tão depressa;
2porque se lhe juntam, a bramar, as mais imprevistas criaturas.
Duas p’ra início de papo; na sequência outras lhes comichariam o córtex. Garanto o surpreendente nas respostas.
Do que disse o Presidente da República, quanto ao que aufere, simplesmente exclamo: perdeu uma boa oportunidade para estar calado! dar-lhe-ia melhor proveito se lhe tivesse caído um dente, se tivesse mordido a língua ou se por ali houvesse uma fatia de bolo-rei. O mal mesmo é entrar para o chiqueiro. Depois, bem depois...
you get dirty and the pigs likes it
Assim ou assado, decerto acontecerá que, quando os espíritos estiverem mais sossegados, os que no início da barafunda estavam na merda, na merda continuarão (assunto em que a quantidade é “factor” despiciendo face à qualidade). Bom proveito, por isso, lhes faça!
O vernáculo puro e duro, por vezes, tem as suas vantagens: uma - todos o percebem; duas – é autêntico, genuíno.
Desculpem  lá qualquer coisinha!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Peça a exoneração. Depois,

Despacho (extracto) n.º 6812/2010
Por despacho de 29 de Março de 2010 do presidente do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata: Alexandre José Pinheiro Meirelesexonerado, a seu pedido, nos termos do n.º 6 do artigo 46.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República, republicada pela Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, da categoria de motorista do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata, com efeitos a partir do dia 29 de Março de 2010.
12 de Abril de 2010
A Secretária -Geral, Adelina Sá Carvalho

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quando fôr ministro, contrato-lhe os serviços. Telefone-me!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A utilidade do inútil

Li por aí que «os portugueses estão cada vez mais insatisfeitos com a democracia - 64,6% consideram-se" pouco ou nada satisfeitos". Em 2009 eram 51%».
Não m’ espanta! os norte-coreanos também hão-de estar insatisfeitos --  os que expressam a insatisfação é que não se dá por eles. Os meus patrícios (angolanos), os moçambicanos, guineenses, venezuelanos, cubanos, brasileiros,… idem aspas aspas. Hão-de estar, a maioria, insatisfeitos… até os alemães, os dinamarqueses e os holandeses o hão-de estar -- por lhes estar a custar os olhos da cara arrastar com os “aprendizes”; os tugas por terem interiorizado que existia uma razão proporcional e directa entre democracia e bem-estar pessoal. Nem mais nem menos do que exactissimamente os mesmos (agora a “enquadrar” os descendentes) que [já o escrevi em outras ocasiões] estariam de cartaz nas unhas a aclamar Marcelo Caetano no Terreiro do Paço e, fosse o caso, na aurora seguinte, nas ruas, a aclamar a soldadesca revoltosa. Aliás, por democratas e disponíveis para defender a causa (como era dito no fim no séc. XIX “até à última gota de sangue”) basta ouvi-los (sem censura) nas antenas abertas da rádio ou tv´s ou ainda melhor “ouvi-los” no Facebook.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Buraco a buraco

Em 2003 o Tribunal de Contas procedeu a uma auditoria ao IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas Industriais) e ao ITP (Instituto de Turismo de Portugal) ambos na dependência do ME (Ministério da Economia). Nessa Auditoria o TC detectou diversas irregularidades relacionadas com a atribuição de fundos europeus ao abrigo do SIPIE (Sistema de Incentivo a Pequenas Iniciativas Empresariais)  "programa" esse que fazia parte de um outro de maior envergadura, aglutinador - o PRIME (Programa de Incentivos à Modernização da Economia).
As irregularidades detectadas, constou na ocasião, seriam da «ordem dos cem milhões de contos (200 milhões de euros)» no SIPIE e envolviam «milhares de candidaturas que desde 2000 se perderam em procedimentos (…)»
Em 2006, um jornal semanário voltou à liça com assunto acusando o TC de o ter abafado, mas … A comunicação social (dita de referência e/ou especializada) dedicou pouco ou nenhum interesse ao assunto.
Facto é que no site do TC, esse Relatório de Auditoria (Relatório de Auditoria nº 4 /2003 do Processo 23/02), não existe. Foi ou não abafado?

se cavou a cratera.