quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A utilidade do inútil

Li por aí que «os portugueses estão cada vez mais insatisfeitos com a democracia - 64,6% consideram-se" pouco ou nada satisfeitos". Em 2009 eram 51%».
Não m’ espanta! os norte-coreanos também hão-de estar insatisfeitos --  os que expressam a insatisfação é que não se dá por eles. Os meus patrícios (angolanos), os moçambicanos, guineenses, venezuelanos, cubanos, brasileiros,… idem aspas aspas. Hão-de estar, a maioria, insatisfeitos… até os alemães, os dinamarqueses e os holandeses o hão-de estar -- por lhes estar a custar os olhos da cara arrastar com os “aprendizes”; os tugas por terem interiorizado que existia uma razão proporcional e directa entre democracia e bem-estar pessoal. Nem mais nem menos do que exactissimamente os mesmos (agora a “enquadrar” os descendentes) que [já o escrevi em outras ocasiões] estariam de cartaz nas unhas a aclamar Marcelo Caetano no Terreiro do Paço e, fosse o caso, na aurora seguinte, nas ruas, a aclamar a soldadesca revoltosa. Aliás, por democratas e disponíveis para defender a causa (como era dito no fim no séc. XIX “até à última gota de sangue”) basta ouvi-los (sem censura) nas antenas abertas da rádio ou tv´s ou ainda melhor “ouvi-los” no Facebook.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Buraco a buraco

Em 2003 o Tribunal de Contas procedeu a uma auditoria ao IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas Industriais) e ao ITP (Instituto de Turismo de Portugal) ambos na dependência do ME (Ministério da Economia). Nessa Auditoria o TC detectou diversas irregularidades relacionadas com a atribuição de fundos europeus ao abrigo do SIPIE (Sistema de Incentivo a Pequenas Iniciativas Empresariais)  "programa" esse que fazia parte de um outro de maior envergadura, aglutinador - o PRIME (Programa de Incentivos à Modernização da Economia).
As irregularidades detectadas, constou na ocasião, seriam da «ordem dos cem milhões de contos (200 milhões de euros)» no SIPIE e envolviam «milhares de candidaturas que desde 2000 se perderam em procedimentos (…)»
Em 2006, um jornal semanário voltou à liça com assunto acusando o TC de o ter abafado, mas … A comunicação social (dita de referência e/ou especializada) dedicou pouco ou nenhum interesse ao assunto.
Facto é que no site do TC, esse Relatório de Auditoria (Relatório de Auditoria nº 4 /2003 do Processo 23/02), não existe. Foi ou não abafado?

se cavou a cratera.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Perda de jogo por evasão de campo

Será desta que ficam criadas as condições para os novos cartagineses, os descendentes de Ibn Hud, Al-Manssor, Yacub, … os berberes se metam nas suas quinquerremes e atravessem o lago para vingarem as derrotas púnicas e restabelecerem a sede do Califado em Córdova, Granada, Sevilha ou Málaga, a filial em Silves e um correspondente em Alcácer.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

E dormirei melhor,certamente.

«(…) As galinhas ainda podem ser criadas em gaiolas, mas têm de ter mais espaço e as gaiolas devem estar equipadas com ninho e um poste para esgaravatar.(…)»

Pode ler o resto aqui.

E as claustrofóbicas, as anatadiefóbicas e as coulrofóbicas, as agarofóbicas,… quem e como as defendem?!

Mosquitos por cordas ou

a subsistência das garças e dos flamingos?
Sei do que falo porque na minha cidade natal, até meados da década de sessenta, existiam pântanos. Que tiveram de ser drenados -- por força do desenvolvimento, por carência de solo urbanizável e pela premente necessidade sanitária (acho estar a dizer bem).
Evidentemente que isso teve resultados na fauna. Os mosquitos zangaram-se e foram procurar outros pastos, as garças passaram a ser bem menos do que eram mas ainda houve quem lastimasse a fuga de um, diziam-no, ex-libris da urbe [avezinhas lobitangas, animalzinho raro. Hellas! é claro que a National Geographic era desconhecida, as viagens poucas, as criaturas cosmopolitas menos e como tal a felicidade de os ter compensava o incómodo com tudo o resto – dos odores aos mosquitinhos]:
os flamingos cor-de-rosa.
Consequências nefastas para as espécies não houve na medida em que as alternativas de sobrevivência e procriação eram imensas e sobretudo porque essas espécies não reclamam pelo direito às suas «zonas de conforto».
E o que têm os meus leitores que ver com isso?! Nada! ou melhor tudo.
" Ana Macedo, artista plástica, filha de Braga de Macedo(ministro das Finanças de Cavaco Silva, militante do PSD, ex-deputado, nomeado por Passos Coelho para definir a política externa económica, escolhido para o Conselho de Supervisão da EDP, Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Investigação Científica Tropical e não sei se é mais alguma coisa)