... mas a parede sempre esteve aí. ... quantos blocos ajudaste a pôr lá? dizes-me?
domingo, 18 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
Far-lhes-ia certamente
maior proveito se, em vez de bolsarem bílis, retirassem as devidas e óbvias (digo eu) conclusões. Podem chamar-lhe tudo e mais qualquer coisa pelo apoio explícito que deu à quadrilha socialista (versão socrática).
Sempre sobra um detalhe prévio e que só ao próprio diz respeito:
não há quem tenha algo a apontar-lhe.
Então que é isso? respeito democrático?! e se tivesse apoiado Manuela Ferreira Leite, já era o maior? quantos vezes votou ele?
Ora, ora... bolsando ou não, conclusão -- ensinamento, duvido. São mais do que as mães os que, olhando apenas, não distinguem o algodão de uma parede -- óbvia é:
foram comidos e bem comidos. ponto. Agora paguemos. Ele é absolutamente menos imbecil do que "vós sois". ponto.
Moi, e por gozo, exclama:
'ganda patriota!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Mário Soares: o perfume barato do contar... (II)
Apenso
~ Sexta-Feira (o criado) corrige e lamenta-se da desmemoriação de Robinson Crusoé ~
Gratidão? Não conheço!
«No livro de MÁRIO SOARES «Um político assume-se», que acaba de ser publicado, há vários erros de facto e lapsos de memória que podem ser confundidos com uma tendência (inesperada num grande democrata) para apagar personagens da fotografia da (pequena e grande) história.
Apenas meia dúzia de exemplos
– Na página 194, quando, já ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares lembra que «tinha convidado o meu amigo, e então militante do PS, Victor Cunha Rego para ser meu chefe de Gabinete», e a seguir se refere ao «excelente diplomata (…) Sá Machado», que nomeou seu assessor e, depois, chefe do seu Gabinete, em substituição de Victor Cunha Rego – bem podia ter recordado que, também nessa altura, convidou e nomeou Alfredo Barroso para o cargo de director dos Serviços de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros;
– Na página 242, onde está escrito: «…a chamada questão da unicidade sindical, termo inventado pelo Zenha, creio, para distinguir a unidade da unicidade» – é óbvio que a palavra «creio» está a mais, porque toda a gente sabe, a começar pelo próprio Mário Soares, que foi o Zenha quem lançou para a discussão pública o termo «unicidade», num célebre e polémico artigo publicado no «Diário de Notícias»;
– Na página 242, onde está escrito: «…a chamada questão da unicidade sindical, termo inventado pelo Zenha, creio, para distinguir a unidade da unicidade» – é óbvio que a palavra «creio» está a mais, porque toda a gente sabe, a começar pelo próprio Mário Soares, que foi o Zenha quem lançou para a discussão pública o termo «unicidade», num célebre e polémico artigo publicado no «Diário de Notícias»;
– Na página 242, algumas linhas mais abaixo, onde está escrito: «O Catanho de Meneses e o Lopes Cardoso propuseram-se vir ao Algarve para discutir comigo os detalhes e a mobilização dos camaradas (…). Não chegaram a encontrar-se comigo porque tiveram um desastre de automóvel perto de Santiago do Cacém…» – devia estar escrito: «O Catanho de Meneses e o Manuel Alegre…» (porque foi este, e não Lopes Cardoso, que teve o desastre com Catanho de Meneses);
– Nas páginas 295 e seguintes, quando Mário Soares se refere ao I e ao II Governos constitucionais – que «contribuíram para assegurar a normalização política democrática do nosso país» – já o cargo de chefe de Gabinete do primeiro-ministro não merece qualquer referência (ao contrário do que sucedeu com o de chefe de Gabinete no MNE), mas a verdade é que o primeiro-ministro Mário Soares nomeou Alfredo Barroso como seu chefe de Gabinete, quer no I quer no II Governos constitucionais;
dji Papai Nöel teria ficado melhor
Explicar ao escabujo, ao trauliteiro de serviço, Pedro Nuno Santos que até é economista [se se tivesse vestido dji Papai Nöel teria ficado melhor no retrato], que não temos "Little Boy" * para enviar aos franceses, alemães, credores, mercados, investidores, etc… Não temos! todavia, no arsenal, possuímos potentes e eficazes "Daisy Cutter" ** que fomos (maneira de dizer. Melhor é: os da raça dele construíram em perfeita sinergia com duas plateias repletas e entusiasmadas -- na 1ª sessão em pé; na 2ª menos eufóricos mas, ainda assim, aclamando) construindo paulatinamente, de que fizemos proveito, que imbecilmente exibimos ao mundo na montra (escondendo por baixo da alcatifa as notas de dívida) mas que nos irão estourar nas mãos como castanhas – o sabor, os efeitos é que não serão os de castanhas quentinhas e boas.
Em "gravuras" deixo duas das "Daisy Cutter":
1- o presente da CGA, a não solucionada sustentabilidade da Segurança Social e 2 - as múltiplas questões que devem ser feitas ao olhar para o investimento quer privado quer público.
** bombas de alta potência e precisão usadas pelos EUA nas cavernas de Tora-Bora
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A técnica do bluff de que são useiros e vezeiros os socialistas
Não sei jogar poker mas sei o que é (um) bluff.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Mário Soares: o perfume barato do contar...
De José António Barreiros in ~ A Revolta das Palavras ~
Para enxovalhar Rui Mateus, Soares diz que o conheceu empregado de um restaurante e que teve uma ambição tal que quis ser ministro dos Negócios Estrangeiros do seu Governo. Mente por omissão da verdade. A ligação entre os dois é muitíssimo mais vasta, próxima, e, é só ler o livro que aquele escreveu, para concluir que em matéria de "comedorias" o conhecimento não se limitou a restaurantes.
Que o livro Um Político Assume-se seria uma forma de se justificar perante a História, já que não perante a sua consciência. Mesmo assim insisti em querer vê-lo. Foi esta noite. Fui directo à página onde, na obra que diz ser de memórias políticas, Mário Soares trata do que eu conheço de perto, por ter vivido na pele parte da trama: a história da sua ligação, enquanto Presidente da República, ao território de Macau.Detive-me nas linhas que dedica ao caso Emaudio/TDM. Poucas linhas, esclarecedoras linhas.
Diz que foi afinal uma campanha lançada «pela extrema-direita» contra ele, para o envolver na história. Mente, por contrariar a verdade. A questão não tem a ver com políticos de qualquer quadrante que se tenham mobilizado contra si, mas com os factos que não se conseguem iludir.
Acrescenta que na origem da campanha esteve o Rui Mateus. Mente por sobre-simplificar a verdade. O papel de Rui Mateus é prévio na próxima ligação à sua pessoa, contemporâneo com todo o caso e posterior com maior intensidade no que se refere ao caso da Weidelplan/Aeroporto de Macau, mas o assunto transcende-o e em muito.
Remata, enfim, dizendo que envolveram no assunto o então Governador de Macau, Carlos Montez Melancia, que seria absolvido judicialmente. Mente por adulteração da verdade. A história do processo judicial ainda está para ser contada, como a história dos processos judiciais que nunca existiram em torno do caso. E como é que a absolvição do Governador neste processo deu em condenação em outro, o "caso do fax"?
No momento em que escrevo estas linhas hesito se contarei ou não toda a história desse aproveitamento político, económico e pessoal da televisão de Macau que o livro tenta branquear.
Confesso que o descaramento do livro me incendeia um sentido de revolta pessoal. Que a "reconstrução" da História me repugna como cidadão, como o faz tanta historiografia oficial arregimentada que tem andado a ser escrita em relação ao que nem regime político chegou sequer a ser e hoje está em estilhaços, o estado cadaveroso do País.
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