domingo, 20 de novembro de 2011

Conversas de predadores

Ouvi Fernando Ulrich do BPI verberar poses e propostas dos da 5ª ou 7ª linhas do FMI e pior “que os senhores tão pouco são democraticamente legitimados”. Tem toda a razão se se desconsiderar um pequenino detalhe: não foram eles que vieram, por lhes ter dado na gana, mas fomos nós que lhes rogámos que viessem.
Seguidamente apareceu um administrador do Millenium que num enorme soundbyte disse serem os bancos instituições que “podem ser sólidas e não ser líquidas” assim como “apresentarem liquidez sendo de fraca solidez”.
É uma verdade: não só para bancos. No caso dos bancos, pela natureza do seu negócio, uma verdade agudíssima.
Sendo partes insofismáveis da verdade financeira (pelo menos neste mundo, por enquanto, e tal qual o conhecemos) me parece haver por ali uns umas zonas escuras.
A banca nacional, fora questões de solidez, sofre imenso e por isso muito sofre a economia com falta de liquidez, digamos assim. Muito por culpa própria já que -- consta e me parece que com toda a razão -- de há oito anos para cá se prostituíram demasiado com os negócios do Estado e com uma espécie de formiga-branca que se passou das cadeiras do poder político para as poltronas dos CA’ s dos minorcas empórios lusos mas empórios. Azar o da “prostituta”. Elas queixam-se de certos clientes. Estas de maus-tratos, violência; pelos vistos, a banca nacional não se queixa de violência mas do avalista ser caloteiro e relapso, do cedente de garantia ser contumaz e do emissor da dívida estar tecnicamente falido. É o risco do negócio – no limite foi uma má avaliação do risco.
Bem…
receber as largas dezenas de milhão que o Estado lhes deve…kaputt!;  esperar que a dívida soberana que detêm passe a valer mais do que o papel em si…kaputt!;  esperar que os índices bolsistas disparem e daí lhes advenha valor e dinheiro…kaputt!;  que os clientes comecem a correr, solidarizando-se com eles, a depositar o dinheiro que está nos colchões…kaputt! não há dinheiro nos colchões; …
Andam, apesar de tudo, a armar ao pingarelho com o recorro/não recorro aos 12 mil milhões d’ “os-do-FMI-e-mais-as-coristas-que-já-estão-a-passar-as-marcas”.
Concluo que é só “guerra negocial” e nessa medida, “pressão” táctica. Aguentem-se! ou tivessem tido juízo de cada vez que receberam o sr. Mota com ou sem o Coelho,…
Vão mas é buscar a guitinha que os tipos da 5ª e 7ª linha disponibilizam que desta vez, creio eu, não correm o risco de roubos/nacionalizações. Se mantiverem o juízo e os deuses ajudarem.

Não é a salivação que enche o prato

Presumo que não deva haver quem desconheça o que é dito quando se se referem as experiências, os reflexos condicionados, os cães,… Pavlov.
Se esta minha presunção é válida então tenho de concluir que – sabendo-o -- não sejam suficientemente inteligentes para deduzir que não sendo cães -- sendo racionais -- reajam imenso a estímulos… apesar de isso possuam imensos reflexos “ponderadamente” condicionados” e como tal, não reajam, opondo-se, ao condicionamento que lhes é feito;
se a minha ideia não é válida, ficamos conversados e não faço questão quanto à omnipresente operação de condicionamento de reflexos.
Pavlov nas suas investigações utilizou imagens, apitos, música, etc
Quais são os estímulos utilizados por exemplo na fraseologia, no texto, na retórica,… para salivarmos?
(faço notar que o(s) “investigador(es)” é(são) o(s) mesmo(s) e conscientes de que as “matilhas” a condicionar são “racionais”. Tiveram, portanto, de operar com minúcia a alterações, a ajustamentos de determinados “detalhes” no caso aos termos, designações e por consequência em certas proposições,…)
Neoliberal - banqueiros privados - Estado Social - conquista civilizacional -…
Assobios que há três décadas eram
Capitalismo – capitalistas/burgueses – luta dos trabalhadores -…

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Albardeiros e gado muar

Alguma comunicação social e acima de tudo os especialistas e os tudólogos afectos, ou “avençados”, ao mainstream do isto-agora-não-fica-assim [têm gasto as papilas gustativas e ganhado calosidades de tanto esfregarem as mãos de contentamento  a ouvirem loas inúmeras, provenientes das plateias de homúnculos que lhes esfregam os egos e tartamudeiam sins-senhor] vão naturalmente perdendo o pé. Na falta de carácter para assumirem culpa e/ou erro próprio, os mestres do sacudir-a-água-do capote e doutorandos do dedo-em-riste anda(ra)m minuto-a-minuto, dia-a-dia a catequisar que os-da-germânia e mais-o-diabo-em-figura-de-mulher, Merkel, e mais o arlequim-gaulês que tal e que sim, vão perdendo as "premissas" com que sustentam as (suas) teorias conspirativas e narrativas justificadoras. Ora, 1) – ontem, Angela Merkel, assegurou que a Alemanha se prepara para renunciar a "parte da sua soberania nacional" para que com isso se alcancem "laços económicos e políticos mais fortes" e por aí conseguir uma eurozona que “inspire mais confiança”;
2) – como é evidente, Angela Merkel, disponibiliza-se na sequência de antecipáveis apertos a que vai ser sujeita… «el Gobierno alemán ha reconocido después que las primas de riesgo se han convertido en su principal instrumento de disciplina tras el repetido fracaso del Pacto de Estabilidad. Y Berlín la utiliza sin miramientos, frustrando cualquier relajación en el mercado de la deuda a base de alarmas sobre los ajustes pendientes en algún país o poniendo trabas a los mecanismos de rescate creados por la Unión. Alemania ha llevado su estrategia hasta el extremo de exigir que las emisiones de bonos de los países del euro incorporen a partir de 2013 las mismas cláusulas que alertan a los inversores en países emergentes sobre un posible impago»
3) - pelo que diz Jean-Claude Juncker «a Alemanha tem dívida mais elevada do que Espanha (…) aqui (na Alemanha) tiveram que assistir impotentes duas vezes à destruição total da sua poupança»
Convenhamos que a chancelerina é bem mais responsável do que uns quantos albardeiros (infelizmente, e sabem-no bem, não lhes faltam azémolas dispostas a…) que por aí andam.
Até me dá vontade de assinar
…, um germanófilo 
P.S.: o caminho é esse aliás a Europa, da eurozona ou não, não tem outra saída, há muito. Só que terá de ser feito com cautelas e com outras regras. Regras e continhas bem feitas. Entretanto, domesticá-los.

Escarros

exemplo de pura filha-da-putice/sacanice/ordinarice


…se  têm algum préstimo?... terão. Assim de repente encontro um: a de desqualificarem a badaladíssima assertividade tipificadora que Carlo M. Cippolla, aqui há uns anos, fez em Alegro ma non troppo/As Leis Fundamentais da Estupidez Humana.
Digo que “coisas” destas vão além da estupidez. São do domínio da futilidade malévola, da velhacaria gratuita. O que geralmente lhes falta em comprovada(s) competência(s),  sobeja-lhes em recalcamentos e na densidade granítica dos respectivos axónios.