domingo, 16 de outubro de 2011

Eflúvios

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Estas indignadas evidenciações colectivas têm, apesar de tudo, “curiosidades” que fazem as minhas delícias. Por exemplo quando, elas esganiçadas e eles desbragados, vocalizam -- assim que pressentem a aproximação do camera man e/ou do porta-microfone das tv´s – as suas gloriosas e insuspeitas memórias. As que “dizem” mais ou menos assim
«Não foi para isto que me(nos) fartei(fartámos) de lutar»
Nem tanto pela(s) “mensagem” mas pelo(s) mensageiro(s). O “lutador” (presumo que anti-faxista) tem 30 e tal, 40 e poucos anos de idade... Extraordinário!
Obs: como eu gostava de ter sido assim. Precoce.

Das tarjetas, cartazes e artefactos afins as delícias são, por exemplo
«Nós não estamos qualquer coisa, estamos fúdidos»
Obs: ai o Acordo Ortográfico

"Ignorâncias" inteligentes


sábado, 15 de outubro de 2011

Tem vergonha quem sabe o que isso é

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Que me seja permitido sentir-me digamos reconfortado. É que não são poucas as vezes em que, por ausência de comentário concordante ou não, me sinto um alienígena ou pior. O facto nunca me inibiu ou constrange mas sabe bem saber que há por aí quem -- alguns, naturalmente, com maior propriedade que eu mercê da proximidade, conhecimento documental, informação privilegiada, etc… que detêm --, partilhe juizos idênticos. As razões cada um dirá das suas. A minha, "fundamentada" como posso e com o que tenho, está editada.
Dei conhecimento ao autor do Portugal dos Pequeninos desta minha vontade - a publicação.
Do leitor (e professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) Manuel Maria Pacheco Figueiredo:

«Caro João Gonçalves
Pode parecer anedota, mas não é! O Director da Faculdade de Economia da  Universidade do Porto convida-nos para a "Cerimónia de Abertura do Ano Letivo" (suspeito que se refere a Lectivo) cuja "Lição de Sapiência" estará a cargo do Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Fernando Teixeira dos Santos!!!! Não sei se isto é para rir ou para chorar, mas revela bem um dos maiores problema do (ainda) nosso País: a falta de vergonha na cara. Chamo a atenção para a (socretina) presença do Reitor da UP, Professor Marques dos Santos, que, pelos vistos, é outro que não tem vergonha na cara. Também não admira. Afinal, quem é que se insurgiu contra esta vergonhosa instrumentalização da Universidade do Porto nas vésperas das eleições de 5 de Junho passado (é o cavalheiro sentado à esquerda do filósofo parisiense)? Valha a verdade que não me constou que mais alguma Universidade se tivesse prestado a este frete.
Com os meus cumprimentos»
in Portugal dos Pequeninos, blog
~ as medidas são minhas mas o défice não ~
Pedro Passos Coelho

"Uiiiiqu’ essa doeu tanto." -  António José Seguro

Tão lesto é o P-GR quanto aos procedimentos

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e tão inerme se revela na função.

Comunique-se aos Senhores Procuradores-Gerais Distritais, Senhora Directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Senhores Procuradores-Gerais Adjuntos Coordenadores nos Tribunais Centrais Administrativos e Senhores Procuradores-Gerais Adjuntos Coordenadores no Tribunal Constitucional, no STJ, no STA e no Tribunal de Contas


«Tendo sido comunicadas à Procuradoria-Geral da República algumas situações de inobservância de adequadas regras de relacionamento institucional entre o Ministério Público e os órgãos de soberania e/ou os seus titulares no âmbito de alguns processos»
Obs. - apesar do nada que é a Procuradoria, ainda assim, alguém se queixou
« (…) é no âmbito da sua intervenção no exercício da acção penal que se poderão suscitar maiores dificuldades, designadamente no que se refere ao nível desse relacionamento, pois, quanto à forma, deverão, em todas as áreas, prevalecer regras ditadas, no essencial, por princípios deontológicos, éticos, de cortesia ou protocolares.»
Obs. - apesar do muito que se sabe, dos indícios (que já ninguém cala), da ostentação (que exibem), dos números (que o revelam), das fugas (que operam), etc…precatem-se Meritíssimos: tratem-nos com pinças.
«Para além da dignidade imanente a qualquer órgão de soberania ou aos seus titulares, há que considerar a exigência acrescida de protecção e salvaguarda da posição constitucional de tais órgãos e entidades, que decorre, aliás, da consagração constitucional e legal de determinadas imunidades e prerrogativas - circunstância que só por si determinaria, desde logo, particulares cuidados por parte do Ministério Público, nomeadamente tendo em vista salvaguardar a dignidade, o respeito e o bom nome das entidades ou órgãos de soberania em causa
Obs. - A revelação da impotência. Eles repito eles, de todos os partidos e quadrantes políticos andam há trinta anos erigindo o monumental labirinto jurídico legal com porosidade bastante por forma a que, por processos legais, fiquem provadas e isentadas toda a sorte de ilicitudes. Uma inacreditável, diz-se perversa, forma de pôr os tribunais a  - ou por falta de prova ou por desconformidades ou por erros processuais - atestar a licitude do ilícito. Nessa medida não há melhor do que após o cometimento de um crime ser constituído arguido. Sobre os arguidos impendem toda a espécie de garantias de protecção; sobre as vítimas o ónus de provar a ofensa. Nos crimes em que o “ofendido” é essa “coisa” etérea e intangível a que se chama ESTADO, prepondera e prevalece  - qualquer que seja a dimensão do “crime” - o erro e consequentemente o juízo assim como a respectiva penalização política (das urnas). A penalidade resulta em retirar-lhes o direito a sentarem-se na cadeira e a sentenciarem a sociedade; os prejuízos, sob protesto ou não, serão apesar do julgamento, debitados de forma irremediável e compulsivamente pelos números de identificação fiscal existentes.
como dizem lá por Porto de Ovelha, onde nasceu, no concelho de Almeida
«deixe-se de merdas e faça o que tem de fazer. Tente, no pouco tempo que lhe resta, limpar a face. Quem quer faz, quem não quer busca dificuldades.»