
Militares admitem endurecer as manifestações de descontentamento
«O presidente da Associação Nacional Sargentos diz que "já há muito tempo" que os militares estão "a preparar uma série de iniciativas"»
Nada que não devesse já ter sido resolvido. Não foi mas já o podia ter sido. Não é, porém, a irresolução que me preocupa: são a(s) razões que o têm impossibilitado.
Como? pelo princípio, naturalmente: começando por uma revisão da Constituição, com uma nova arquitectura em que a soberania e as respectivas funções fossem remolduradas, redistribuídas… e, nessa eventualidade, o exército passaria a ter uma dimensão e um peso diminuto (comparativamente à que tem).
Infelizmente não é um assunto cogitável e é pena quanto mais não seja por serem uns “servidores” -- uns largos milhares de inutilidades -- da República dispendiosos em demasia para os “serviços” que prestam ou por contrapartida do que se presume garantirem.Estas inutilidades pesaram, em 2010, 3,1 mil milhões de euros; no presente ano, dados de Setembro, já lá vão 1,1 mil milhões.
E de isto não há memória de alguém que tenha passado pelas instituições ou que tenha dirigido as forças partidárias a quem tenha passado isto pela cabeça. Se passou, calaram-no, acobardaram-se. Se nunca passou, pior – devia ter passado.
Como é evidente vão-se permitindo exalar de quando em vez uns dichotes deste género por uma única razão: sabem bem o tipo de gente que compõe a sua comunidade tanto quanto sabem a fraqueza do Estado e conhecem as fragilidades, as dependências dos que supostamente já os deveriam ter definitivamente passado à peluda e procurar trabalho – remuneração já a têm!
Não é que há por aí uma maltinha que fez, destes 35 anos, um holograma? me parece que sim. Não é que há por aí umas legiões de sans-coullotes que supõem -- por ouvirem as estórias que lhes contam – que, nos dias que passam, uma reedição daquele 11 de Março se ficava por amenas trocas de mimos e galhardetes entre umas réplicas mal paridas de Dinis de Almeida, Otelo e Moura Carvalho? Há e estão muito enganados.
Já nem as casernas frequentavam. Kaput! As casernas, se o fossem, seriam os seus doces lares – se o quisessem e as esposas o permitissem. As casernas já tinham sido todas passadas à Estamo para as passar a patacos.





