sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um filho questiona o pai
 -- Como é possível que nós, um povo que descende de gerações que ‘deram novos mundos ao mundo’, que viajaram pela África, Brasil, pela Índia, etc…, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa?
O pai sorriu
-- Filho, estás muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia, a coragem e a ambição de partir pelo mundo
-- Não descendemos?! -- reagiu, perplexo, o filho -- … então de quem descendemos nós?
-- … dos que cá ficaram.
 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

2940
(clicar para aceder ao conteúdo)
Fechem a boca. ...pode entrar mosca. Espanta-se com o conteúdo (note-se que é verdadeiro ou melhor, não é propagandístico) quem venha ignorando o que, entre outros, o LEAP2020 vem debitando há bem mais de ano e meio.
Lenine disse que a melhor maneira de destruir o sistema capitalista era corromper a moeda. Através de um  processo inflacionista contínuo, os governos podem confiscar, secreta e anonimamente, uma parte importante da riqueza dos seus cidadãos. Por este método não só confiscam como confiscam arbitrariamente e, enquanto empobrece a maioria, enriquecem uns poucos. Este rearranjo arbitrário da riqueza abala não só a segurança, mas a confiança na equidade da distribuição da riqueza. "
John Maynard Keynes  in As Conseqüências Económicas da Paz

“LENIN IS SAID TO HAVE DECLARED THAT THE BEST WAY TO DESTROY THE CAPITALIST SYSTEM was to debauch the currency. By a continuing process of inflation, governments can confiscate, secretly and unobserved, an important part of the wealth of their citizens. By this method they not only confiscate, but they confiscate arbitrarily; and, while the process impoverishes many, it actually enriches some. The sight of this arbitrary rearrangement of riches strikes not only at security, but at confidence in the equity of the existing distribution of wealth.” – John Maynard Keynes – The Economic Consequences of the Peace

Foi-me proposta a leitura pel’ O Insurgente e, acho que sim, vale a pena. Aqui a deixo

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Homens e “ratos”

2939
(por ocasião d) Este 5 de Outubro

da História
Em 1908 envolve-se na preparação de uma revolta que viria a falhar. Após o fracasso, retoma a sua actividade como conspirador e volta a envolver-se nos planos para uma revolução que viria a ser em 1910, sendo um seus dos principais dirigentes e responsável militar. A 4 de Outubro, quando outros oficiais comprometidos propuseram um adiamento, Cândido dos Reis recusou. Na madrugada de 5 de Outubro toma conhecimento de que, a maior parte das unidades militares comprometidas, não tinham chegado a revoltar-se. A oficialada revoltosa precipita-se, fugindo. Cândido dos Reis opta pelo suicídio.
o Presente
leio e subscrevo letra por letra o “espírito” e o “juízo”
«a 1ª República pouco ou nada teve a ver com a liberdade. Foi uma tirania de origem urbana, centrada em meia dúzia de luminárias, (…) que sustentaram a primeira das duas ditaduras que marcaram o século XX português. (…) a segunda (a de Salazar) só foi viabilizada porque existiu a anterior, iniciada a 5 de Outubro de 1910, da qual apenas a leviandade política pode guardar saudades. Como republicano, o 5 de Outubro e a as suas sequelas não me suscitam o menor aplauso porque nada há a aplaudir. Não é por acaso que toda a gente anda com a "mudança" na boca desde a outra revolução, a florida do 25 de Abril. E ainda será da dita "mudança" que se falará no segundo centenário da coisa e assim sucessivamente.» in Portugal dos Pequeninos*
e ouço
«(…) A par do inevitável saneamento das contas públicas, tem de existir revitalização do tecido produtivo nacional (…)» in discurso do PR nas comemorações de hoje

lamentando que sejam (muitos d)os que nas duas últimas décadas e meia, contribuíram para que o “povo” ganhasse aversão por imensos meios de subsistência e actividades profissionais (pagando para desmantelar, destruir ou abandonar) os mesmos que, agora, vêm sugerir o óbvio: revitalizar o que foi destruído
(aqui há uns anos atrás escrevi, glosando, que «os fisiocratas tinham (alguma) razão».

Conclusão
Os Homens enganam-se; os “ratos”, não. Os “ratos” levam os Homens ao engano.
Não é, porém, esta constatação o “drama”: o “drama” reside no facto de os “ratos”, lhes sobrevirem sempre.
Os Homens ao enganarem-se ou vendo-se rodeados de rataria, por vezes, cometem actos sem recuo ou retorno. Os “ratos” prestam-lhes justas homenagens nos préstitos fúnebres.
O "pas-de-deux" ou melhor
como não há comédia sem comediantes…
Ei-lo: António José Seguro, questionado, louvou o discurso da "menina da Maia". Sem ser por acaso. Quanto a mim, muito ficou dito… sobre o cerebelozinho de Seguro -- não, o da menina.

… entretanto do outro lado da “barricada” contraditam, assim
«Frutos do pomar republicano
Vá, corram para a Praça do Município e celebrem Dias Loureiro, Duarte Lima, Jardim Gonçalves, Oliveira Costa, Miguel Cadilhe, Armando Vara, o sucateiro Manuel Godinho, Valentim Loureiro e a legião infinda de probos cidadãos que servem com abnegação o "ideário republicano".» in Combustões

 Observação (para ser breve)  -- ... com grande probabilidade todos, ou a grande maioria, seriam monárquicos e lá estariam para dar vivas ao rei ou para serem agraciados ou receberem uma qualquer prebenda ou título nobiliárquico ou …;
ou não seriam, por nenhuma daquelas razões serem plausíveis e, então, estariam numa qualquer “catacumba” a conspirar contra o regime.
A questão continua sendo não o regime (a forma e o conteúdo) mas (o que)/quem prevalece? se homens se “ratos”.

*os destaques são de minha responsabilidade