sexta-feira, 30 de setembro de 2011

D ‘ esta gente sórdida

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A propósito da filípica que a menina ressumou e que me mereceu reparo emA menina anda tão, mas tão...”  calhou andar por aí, desfolhando, e, inesperadamente -- da palavra que soltas, és escravo -- deparo com outra de Setembro de 2004 - esta ditirâmbica. Mais, deslumbrada.
"Um economista, Cavaco Silva, desembaraçou-nos a contabilidade, e consolidou o nosso europeísmo ... Mesmo com as falências dos governos posteriores, percebe-se como Portugal mudou, e como essa mudança é extraordinária, fazendo de nós cidadãos de primeira. Quem viaja pelo terceiro mundo, como eu viajei durante dias e dias, apercebe-se do capital de simpatia de que dispomos, e apercebe-se de que, ao contrário de antigamente, toda a gente sabe agora onde fica Portugal e o que é Portugal. Um país da Europa, justamente ... Portugal é um país simpático ... Tem hoje uma cultura, um estilo de vida, uma língua, uma paisagem e até uma economia que não embaraçam os portugueses. Tem liberdade de opinião e uma voz pública activa Portugal tem hoje uma cultura cosmopolita e tem uma oferta cultural ... Portugal tem um público esclarecido que consome cultura, como eu vi com os meus olhos ao apresentar Salman Rushdie no Porto, durante as conferências do Porto 2001 ..."
Enfim "a necessidade é inimiga da virtude"
Entre a remota e a recente, o que mudou? Nada. Nem o país nem a frequência e também não, para desgraça nossa, os hospedeiros.
"Em caso de necessidade, casa a freira com o frade"
Não escondo, nem disfarço o asco, que esta trupe me causa. Como é evidente, esta gente não dá ponto sem nó. A comunidade é uma coisa abstracta que lhes serve para parasitarem e a força das suas opiniões é razão directa da procura ou seja, quando se sentem (seja lá como fôr ou à custa de quem fôr) recompensados - “somos” do melhor que o Criador idealizou; quando não – “somos” uns proscritos, dejectos do Demo
Mercenários.
"De um rato não pode nascer senão outro rato"

Mais vale boa regra que boa renda

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Desde o fim da tarde de ontem que de outra coisa não se fala senão da prisão de Isaltino. Está (preso)?! Tanto melhor. … não foi, como é sabido, por ter sido apanhado a ajudar um ancião a atravessar a rua. Extraordinário! de facto. … A ser "ordinária" das duas, três: 1 - já estava preso há muito mais tempo e acompanhado, 2 - a sua prisão não era notícia tão avassaladora quanto está a ser.
As razões, que explicam o tsunami noticioso, é que me incomodam por se deverem ou por sinalizarem que, Portugal continua um país extraordinário -- um lugar onde uma imensidade de coisas comuns, persistem em ser extraordinárias.
Em compensação
o homem das sucatas de Ovar sorri para os jornalistas; o Armando Vara e a restante trupe de compinchas, refastelados, deleitam-se a ouvir o noticiário nas tv´s; da quadrilha do BPN está preso um dos 40 ladrões -- o Ali Babá e os restantes 39 ladrões andam por aí a gozar as delícias da vida;...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Boas notícias (II)


Li Keqiang, vice-primeiro ministro chinês, afirmó en un foro sobre el plan quinquenal para la industria de los servicios que «el Gobierno impulsará su desarrollo a fin de que desempeñen un mayor papel en el cambio de modelo de crecimiento económico del país (…) el sector servicios es un gran proveedor de empleo y cuenta en China con enorme potencial al impulsarse el consumo interno, pero algunos sectores como de logística, consultorías, comercio en internet o salud van aún muy por detrás de sus similares en los países desarrollados. El valor añadido del sector servicios representa el 43 por ciento del PIB, frente al 70 por ciento en los países desarrollados.»
China está decidida a reestructurar su modelo económico y dejar de ser la fábrica de productos baratos para aumentar el suministro de los de valor añadido y servicios para lo que busca tanto en EEUU como en los países de la UE la alta tecnología que necesita.

Excelente! assim é que é. Bom para eles e para nosotros. E eu a torcer para que, 1 – daqui a dez ou quinze anos, se confirmem as minhas suspeitas e 2 – que os “chinos”, mesmo que de isso -- os indianos estarem sem pressa, serenos e aparentemente impávidos -- suspeitem, sobranceiramente os desdenhem.

Boas notícias (I)

O rei saudita, Abdullah, anunciou que as mulheres passarão a poder votar, a participar em eleições municipais e integrarão a Shura (órgão consultivo do Governo do país, com poder para propor leis, rever orçamentos e aconselhar o rei).
É bom para as sauditas, para os sauditas, para a Arábia Saudita; é um muito bom sinal para as mulheres muçulmanas não sauditas; é excelente para a Europa e para os europeus… Se fôr, e dali resultarem coisas (mudanças efectivas); se aquilo não fôr propaganda. Se fôr, será um postigo de esperança para nós.
Parcelas de outras contas que podem dar imenso jeito às nossas contas.


domingo, 25 de setembro de 2011

A(s) “revolta”(s) dos calcinhas *

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Durmo bem, como bem e o que restar no meu prato dou aos meus cães e não aos pobres - Kundy Paihma **, democrata angolano (do MPLA)
 
É a mais pura das verdades. Sendo -- É! --,   nem por isso há como (e  menos “por que”) deixar de os instigar e lhes reconhecer todas as razões “para”, o direito “a”, o dever “de”.
-- Onde está a força, a solidariedade dos da diáspora (angolana)?
--  que descaminho dão às lágrimas vertidas, à saudade que os mata (dizem!)?
--  porque sublimam tão amargamente a raiva aos crápulas?
-- como é que  abraçando a piedade e comiseração com os desvalidos e mais todos os excluídos, a compaixão para com os injustiçados, “digerindo” múltiplas excrescências com que conspurcam a mortalha de  alguns, muitos, dos vossos fiéis defuntos (a esses, sim, jamais lhes serão prestadas as devidas honras),… ainda assim, dormem o sono de justos?
… ou não “é na nossa alma que existe a identidade? como “disse” F. Pessoa. … ao menos seríeis consequentes.
Angola precisa (não sei se os quer, mas isso é outro assunto) de todos.
*e, desses… uns nichos de camundongos
** com que fraternas amizades conta ele no puto? ... entre outros Pinto da Costa, Emídio Rangel, Jorge Coelho, Vitor Ramalho,...