terça-feira, 27 de setembro de 2011

Boas notícias (I)

O rei saudita, Abdullah, anunciou que as mulheres passarão a poder votar, a participar em eleições municipais e integrarão a Shura (órgão consultivo do Governo do país, com poder para propor leis, rever orçamentos e aconselhar o rei).
É bom para as sauditas, para os sauditas, para a Arábia Saudita; é um muito bom sinal para as mulheres muçulmanas não sauditas; é excelente para a Europa e para os europeus… Se fôr, e dali resultarem coisas (mudanças efectivas); se aquilo não fôr propaganda. Se fôr, será um postigo de esperança para nós.
Parcelas de outras contas que podem dar imenso jeito às nossas contas.


domingo, 25 de setembro de 2011

A(s) “revolta”(s) dos calcinhas *

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Durmo bem, como bem e o que restar no meu prato dou aos meus cães e não aos pobres - Kundy Paihma **, democrata angolano (do MPLA)
 
É a mais pura das verdades. Sendo -- É! --,   nem por isso há como (e  menos “por que”) deixar de os instigar e lhes reconhecer todas as razões “para”, o direito “a”, o dever “de”.
-- Onde está a força, a solidariedade dos da diáspora (angolana)?
--  que descaminho dão às lágrimas vertidas, à saudade que os mata (dizem!)?
--  porque sublimam tão amargamente a raiva aos crápulas?
-- como é que  abraçando a piedade e comiseração com os desvalidos e mais todos os excluídos, a compaixão para com os injustiçados, “digerindo” múltiplas excrescências com que conspurcam a mortalha de  alguns, muitos, dos vossos fiéis defuntos (a esses, sim, jamais lhes serão prestadas as devidas honras),… ainda assim, dormem o sono de justos?
… ou não “é na nossa alma que existe a identidade? como “disse” F. Pessoa. … ao menos seríeis consequentes.
Angola precisa (não sei se os quer, mas isso é outro assunto) de todos.
*e, desses… uns nichos de camundongos
** com que fraternas amizades conta ele no puto? ... entre outros Pinto da Costa, Emídio Rangel, Jorge Coelho, Vitor Ramalho,...

... da utilidade?!

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Ora... (podiam) deviam utilizá-lo como espadrapo: colá-lo na(s) testa(s). Se bem que saiba(mos) -- quem o sabe! ou melhor, quem está disposto a sabê-lo -- que, a dar-lhe essa utilização, há outros (bem anteriores) a quem lhes teria de ser feita a mesma "homenagem". Assim, de repente, recordo do saudoso prof. António José Saraiva - «O 25 de Abril e a História» publicado no Diário de Notícias, em 26 de Janeiro de 1979  e do prof. António Sousa Fanco - «Reflexão sobre a Classe Política», publicado no defunto O Semanário, em 10 de Novembro de 1978.


sábado, 24 de setembro de 2011

A menina anda tão mas tão...

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... que nem encontro porquê? quer a Montanha de Mann quer a Swan de Proust são tão ... a primeira repousante, a segunda refrescante. Mas a menina mete-lhes Nietzsche no meio ... que quer?!
A filáucia semanal, em formato de crónica, que a possidónia Clara Ferreira Alves faz publicar é, cada vez mais acentuadamente, a exasperante confirmação de um provérbio indiano
«Quando a raiva chega, a sabedoria* parte»
Assim, “Para acabar de vez com a cultura”, a titula esta semana. E li-a.
(irresistível a atracção que me causam os textos que, numa chispa, detecto estarem pejados de citações ou profusamente recheados com notas de rodapé ou…)
Uma crónica (?!) ou de como (?) com o desfiar de um apreciável rol de escritores e mais os nomes de quatro filósofos
(não admira! aquele cerebelo não digere mais ou outros  -- uns, porque sim e os outros, por consequência)
para compôr o florilégio, intervalados por outras tantas piadolas, remoques, uns bocejos mordazes e uma enorme e não disfarsável dispepsia, se faz vida.
Sei lá porquê
[até pode ser que seja ideia preconcebida porquanto  a minha má-vontade com esta ala de ferro-velho que nunca na vida logrou coisa diferente senão decorar e sempre mas sempre que foram ou são postos à prova jamais o raciocínio e as consequências dele surgiram libertos de “tradicionais” atavismos e complexos  -- dos quais o pior (por justificar quase tudo) é o irremovível complexo de inferioridade],
mas não tenho como, quando a leio, evitar que me venha à mente o enredo de Sunset Boulevard (O crepúsculo dos Deuses)…
Da técnica -- tão causticado que estou! -- já nem falo: é rudimentar. Rabiscam-se nomes
(com o critério que mais convier ao propósito e no instante)
e quanto ao mais, têm a garantia de não estarem sujeitos ao contraditório ou a um autêntico escrutínio
(que, aposto, seria inexorável para a maioria dos “cronicadores”),
um exame, no que respeita à substância da presumida erudição; quanto à dispepsia é … É mesmo só, e apenas o resultado de estes filisteus, de esta gente ignara (incultos, pobres e mal agradecidos) ser tão relutante  no reconhecimento do valor intrínseco que “o farol cultural” crê possuir.
«Quando falares, cuida para que as tuas palavras sejam melhores que o silêncio»
é um outro provérbio indiano.
… nem que se limitasse a fazer recensões me serviria por uma patente incapacidade de se distanciar de um registo subjectivo
*seja-me relevado o uso inapropriado e indevido do termo mas foi para respeitar na íntegra o aforismo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Chez moi

(Pleitos, Apostilas e Comentários)
Esta, sim… É a minha “casa”. Esta, sim… foi a que construí – entregaram-me os materiais e com eles fiz o que entendi fazer, como quis e com as regras que decidi impor. Comparativamente a outras “plataformas” (Facebook *, Google+, Twitter, …) tem algumas grandes vantagens não há “convidados” nem solicitações de amizade ou promessas de “amor”; os que entram -- não dou por eles; ficam  -- se querem; regressam  -- se lhes interessa e, à maioria, não lhes vejo as caras. E, ainda, uma outra: só dou pelo “rasto” se entender que as “pegadas” são para preservar.
* o Zuckerberg está, para o meu feitio, a querer controlar demais.
Bye, Bye Valentine…