«O Fundo Monetário Internacional (FMI) instou hoje o Governo a ser "ousado" e a cortar a Taxa Social Única no valor de 2% do Produto Interno Bruto» que, grosso modo, corresponde a uma descida de 8% na TSU.No que concerne às medidas de relançamento económico, este, a redução da TSU, será o falhanço da FMI e, consequentemente, do governo. Não obterão no terreno a confirmação dos valores ou índices que obtêm na resolução das funções econométricas inerentes nas folhas de cálculo e vão agravar o sarilho que já são contas da Segurança Social [as tais cuja sustentabilidade ficou, no dizer da abécula (Vieira da Silva) e no silêncio cúmplice e criminoso de quantos se limitaram em acenar com as orelhas -- sabendo que não existem, e continuam a não existir, intervalos de valores congruentes que o garantam como por exemplo a distribuição etária da população, a relação de distribuição, a pujança da economia, a criação de emprego, a capitação do rendimento nacional bruto, etc…]
Porque vai falhar?
Falhará como falharam muitos outros que, convidados, nos vieram propôr “saídas”/alternativas para uma inversão do sentido – estou a referir-me a Michael Porter, por exemplo. Este exemplo (para mim) é um dos mais gritantes por três razões, a saber: a primeira é que veio com um aturado trabalho de casa feito; a segunda é que veio pago a “peso de ouro” e a terceira é que, de isso, resultou uma excelente, e actualíssima obra prospectiva, A vantagem Competitiva das Nações. Em que falhou Michael Porter e em que falham os demais? No seguinte: os outputs reais -- por razões idiossincráticas, por atavismos seculares, por uma inércia instalada específica e ainda não anulada, antes pelo contrário -- não têm correspondência com os outputs econométricos.
É imenso o que terá, em termos de complementaridade, de ser conseguido a fim de que a correspondência a que aludo seja conforme os cânones. Uma verdadeira “revolução” que depende muito do Estado mas muito mais da comunidade.
Aqui fica um outro exemplo e este de um poruguês, Ricardo Reis
«Os programas típicos de ajustamento do FMI, incluindo as duas intervenções em Portugal nos anos 80, assentam em duas pernas. A primeira perna é o saneamento das finanças públicas para reduzir o endividamento do Estado e, por arrasto, do país. Uma consequência nefasta deste ajustamento é que o aumento de impostos e a descida da despesa pública empurram o país para a recessão. A segunda perna é uma expansão monetária que aumente a inflação e desvalorize a moeda. Ao penalizar as importações e promover as exportações, esta desvalorização ajuda as contas externas e, mais importante, estimula a economia*. Por isso, permite combater o efeito recessivo da contracção fiscal e evitar que o país mergulhe numa espiral em que mais impostos retraem a economia, que por usa vez reduz a receita fiscal.
No caso de Portugal pode ser feita por via fiscal, manipulando as taxas de impostos de forma a taxar importações e subsidiar exportações. Como desvalorizar?(...) subindo os impostos sobre tudo o que consumimos e baixando os impostos sobre aquilo que produzimos. No caso português, a implementação passaria por baixar a TSU e subir o IVA e o IMI, em proporções que garantem que a receita fiscal não se altera.»
Curiosamente, Ricardo Reis, ignora um outro implícito, e esperado, resultado: a (implícita) criação de emprego. Afirmo eu: não vai criar! o que, como é evidente, nada tem que ver com o outro efeito -- o do reforço de condições em termos de competitividade externa.
Aqui fica um outro exemplo e este de um poruguês, Ricardo Reis
«Os programas típicos de ajustamento do FMI, incluindo as duas intervenções em Portugal nos anos 80, assentam em duas pernas. A primeira perna é o saneamento das finanças públicas para reduzir o endividamento do Estado e, por arrasto, do país. Uma consequência nefasta deste ajustamento é que o aumento de impostos e a descida da despesa pública empurram o país para a recessão. A segunda perna é uma expansão monetária que aumente a inflação e desvalorize a moeda. Ao penalizar as importações e promover as exportações, esta desvalorização ajuda as contas externas e, mais importante, estimula a economia*. Por isso, permite combater o efeito recessivo da contracção fiscal e evitar que o país mergulhe numa espiral em que mais impostos retraem a economia, que por usa vez reduz a receita fiscal.
No caso de Portugal pode ser feita por via fiscal, manipulando as taxas de impostos de forma a taxar importações e subsidiar exportações. Como desvalorizar?(...) subindo os impostos sobre tudo o que consumimos e baixando os impostos sobre aquilo que produzimos. No caso português, a implementação passaria por baixar a TSU e subir o IVA e o IMI, em proporções que garantem que a receita fiscal não se altera.»
Curiosamente, Ricardo Reis, ignora um outro implícito, e esperado, resultado: a (implícita) criação de emprego. Afirmo eu: não vai criar! o que, como é evidente, nada tem que ver com o outro efeito -- o do reforço de condições em termos de competitividade externa.
Cá estaremos para o confirmar ou infirmar.