«Alemanha, Áustria, Finlândia e Holanda devem sair do euro e criar uma nova moeda comum. E podem fazê-lo de consciência tranquila (…) o “bilhete de saída” está pago já que boa parte do empréstimo à Grécia e a Portugal nunca será reembolsado» alega Hans-Olaf Henkel, ex-presidente da confederação das indústrias alemã.
Henkel foi sempre um apoiante entusiástico do euro o que não o impede de reconhecer que esse foi o seu “maior erro profissional”.
Estes quatro países com endividamento controlado, criariam uma nova moeda, verdadeiramente à imagem do marco alemão, e “deixariam o euro, tal como ele está” - com a França ao leme. A França ficaria no centro do actual euro, agora reduzido aos países do sul e então poderiam voltar a usar a receita que tão bem conhecem e lhes garantiu a competitividade: desvalorizações e inflação.
Henkel sugere que a moeda fique aberta à adesão do Reino Unido, Suécia e, no limite, integre também a Irlanda - vítima da “irresponsabilidade” dos bancos e não por derrapagens orçamentais”.


