quinta-feira, 30 de junho de 2011

É este que a entrega mas foi Sócrates que vo-la ofereceu

É evidente que nada de isto passa além do mero sinal mas, se de sinais falamos, entre o bom e o mau sinal, me parece que a preferência não oferece dúvidas. Hoje foi assim e ontem, também. Também é evidente que os fluidos, que anteontem chegaram de Atenas, foram piores do que os que nos chegam agora. Os profanadores de cadáveres vão ter de esperar, os coveiros serão dispensados por mais uns tempos e as intragáveis carpideiras dextrímanas ficarão sem serventia.
Ir-se-ão 50% do subsídio de Natal? (eu esperava que fosse na totalidade) Pois vai... É a vida!

Imensa satisfação tenho em constatar que, o Pedro Passos Coelho que conheci e com quem privei, cresceu - E muito!

Razões que explicam por que é que os mais retintos "liberais"

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se horrorizam quando ou sempre que alguém lhes aparece com a intenção de lhes sacar o úbere dos lábios.
Sou a favor da privatização da RTP.
Paes do Amaral e Pinto Balsemão são contra a privatização da RTP, porquê?
- o subsídio que o Estado paga à RTP é de 250 milhões de euros/ano, aproximadamente e, por sua vez, a RTP  prescinde de uma provável receita publicitária de 100 milhões de euros por ano ou, dito de outra maneira
- à pala do subsídio à RTP, a SIC e a TVI esfregam as mãos de contentamento por inscreverem nos seus orçamentos anuais uma muito provável receita publicitária de 50 milhões que, não fosse a contrapartida, não conseguiriam ou para o conseguirem, teriam de dar mais um pouco mais do que o litro.
Ora, Balsemão e Paes do Amaral, do mal o menos: não são os 50 milhões que lhes solucionam os problemas, mas ajudam.
Que seja feita a privatização do tal canal da RTP seja ele qual fôr - certo de que a vantagens são óbvias: 1 - os contribuintes livram-se de uma pequena carga de 250 milhões, 2 - Balsemão e Paes do Amaral se não aguentam que façam como os burros, arreiem! e 3 - o Estado por intermédio do governo, da AR e do regulador que garantam o que têm de garantir – a satisfação do requerido, imprescindível e “exigida” quota de serviço público televisivo
(sendo que cada vez tenho mais dificuldade em entender o que isso seja).
Certo, certo é que enquanto cidadão tanto prescindo da parafernália informativa da RTP quanto prescindo dos bons ofícios jornalísticos quer de Balsemão quer de Paes do Amaral. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

O sociólogo Santos

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O sociólogo Boaventura Sousa Santos defende que o próximo Governo deve procurar auxílio financeiro alternativo ao da União Europeia e FMI e sugere que essa ajuda poderá ser procurada no Brasil ou em Angola
 O sociólogo Boaventura não pode desconhecer que o Brasil, como qualquer outro país,
1 - investirá em Portugal sopesando o melhor que souber e puder as contrapartidas efectivas dos negócios e se isso lhes der garantias de alguma vantagem, obviamente e
2 – no que respeita a “auxílio” a President(a)e da República deles, já respondeu – «o Brasil só adquire Dívida Pública cotada com AAA ou AAa».
O sociólogo Sousa não quis ouvir e não quis ouvir por a resposta ser considerada uma heterodoxia …desalinhada da disponibilidade requerida pelas Internacionais que o “professor, sociólogo” gravita. Uma abjuração herética face aos cânones por si "adorbitados".
Quanto ao sugerido “auxílio” angolano aplica-se a mesma “chapa”. Mas de isso há mais qualquer coisa a dizer ao sociólogo Santos (que ele sabe mas, por lhe convir ao discurso, omite):
 -- os angolanos, comparativamente, defendem bem melhor os seus interesses do que os portugueses, os próprios. Por exemplo: não me consta que um angolano, para investir em Portugal, tenha de satisfazer a exigência (legal) de um sócio português /participação de capital portuguesa, obrigatória.

Não fosse professor catedrático e adjectivá-lo-ia sem rebuço de um perfeito imbecil. Mas a verdade é que, não é imbecil – toma os demais por imbecis  - … é acima de tudo, e antes de qualquer outra coisa, intelectualmente muito pouco sério e politicamente, hemiplégico.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ontem, bem entrada ia a noite, larguei com propósito firme -- um teste à vozearia tonta e ao arremedo imbecil tanto quanto aos silêncios/ausências não menos categoriais --,  no Facebook, uma “provocação”
«Como reagiriam os omnipresentes "mercados" se a imprensa internacional, de nomeada, amanhã, escrevesse qualquer coisa mais ou menos assim:
= As eleições em Portugal decorreram de forma notável com um queda acentuada da abstenção igualando a de 1976 (...) de que resultou uma maioria de 2/3 de deputados (adicionados os do PSD e CDS) (...) =
Como reagiriam?!»
O silêncio (não foi ausência, não!), foi a resposta.
Respondo, salvaguardando a hipótese de erro:
- provavelmente um pouco melhor do que a que se verifica (gravura ao lado)… apesar da subida da dívida pública a 4 anos, da subida das taxas Euribor, da queda do PSI20, etc
O copo meio cheio é reconhecer que antes o silêncio à aleivosia, ao arroto, a uns grunhidos de cantarola bárbara ou, ainda pior que isto tudo, à bacorada percuciente, peralta e
encalamistrada. Hoje alguém com uma dolorosa calosidade interveio, num espaço de opinião pública, confrontando de forma desafiadora o comentador convidado com a seguinte mescla interrogativa:
«-- o seu comentador que explique por que é que, tendo as eleições sido ganhas pela direita, o PSI20 caiu
Uma resposta capaz, a um perfeito idiota destes, só podia ser por exemplo:
«… porque, hoje, todos os índices bolsistas caíramdo SMI ao NasdaqHaja deus!!!meu Deus. 

As (más) heranças que não se esfumam num voto

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Após ter escrito o post anterior, deparo com esta notícia
«O Banco Comercial Português é o banco europeu com maior exposição à Grécia, de acordo com um relatório divulgado pela CreditSights e citado pela Bloomberg. A dívida soberana grega* detida pelo BCP, mais os empréstimos concedidos** ao sector privado grego, representam 104% do capital Tier One ou seja, 5,4 mil milhões de euros – ratio insificiente de capital que levou a que o BCP tivesse de efectuar um aumento de capital de mil milhões de euros
... pois foi exactamente a coisas destas que eu me referia - pela sua existência e pela “anomia” com que, aparentemente, todos reagem – não reagindo.
Desgraçadamente, as explicações para essa apatia, não são agradáveis.
Esta administração já deveria estar a sentir-se compelida em redigir a carta de despedida e de um exaustivo, documentado e minucioso relatório, justificativo, para esta exposição e, simultaneamente, os accionistas a procurarem novos administradores. Os juízos, que são permitidos fazer (por quem esteja capacitado) ao subjacente a esta alavancagem por um lado e ao crédito concedido por outro ainda me deixam/deveria deixar-nos muito preocupados.
*a dívida soberana detida será muito provavelmente resultado da intolerável promiscuidade entre os negócios públicos e privados
** esta detenção de créditos sobre o sector privado poderão notar a administração de incompetência pura e, irresponsável, ousadia.