terça-feira, 30 de maio de 2017

Anotações (5)

[nas bordas das páginas]

        • A “clemência” da incoerência

Podemos clamar por misericórdia. Roga por brandura o vulgar pilha-galinhas, faz apelo à benignidade o maior dos crápulas, e invoca compaixão o mais hediondo dos criminosos. No limite, e conforme profere o vulgacho, “todos merecemos uma segunda oportunidade”. Para isso não há condicionalidade – “Quem não berra, não mama”.
Mas, assim sendo, com que direito (re)clamamos por justiça?

Há mais humanidade na depravação do que no rigor.