segunda-feira, 29 de maio de 2017

Anotações (3)

[nas bordas das páginas]


Em palanques, trapaceiros, cavilosos, fura-vidas e patifes da mais variada índole; no pavimento um emaranhado de onde é difícil desensarilhar a caterva de manhosos das pandilhas de sonsarrões que julgam que, “funcionar” à sorrelfa como se não tivesse havido ontem e não houvesse amanhã, é a quintessência da inteligência.

A lama é mais agradável do que o sangue.

Se aos primeiros dada a sua idiossincrasia nada há a dizer; aos segundos dado o seu presumido aprimoramento o que há para ser dito é nada. Mais a mais se o que há para dizer, está dito e repisado. Ora, avisado é “borregar” o poiso. Ou estribarmo-nos o melhor que soubermos e conseguirmos, e bater em desfilada!

Não há, sequer, proveito algum em respigar Victor Hugo por ter ‘avisado’ que “Não basta que se ocupem com ‘a iluminação das cidades’ porque” — E perguntou: “Quem se ocupará de acender os archotes para as mentes?” — “a noite também cai sobre o mundo.

Há mais suavidade no vício do que na virtude.