sábado, 29 de outubro de 2016

O maior truque do Diabo



A força centrípeta é tremenda.
António Costa sendo hierarquicamente o que é mais não logra, neste domínio, do que ser instrumental. Fará, por consequência, o que tem de ser feito. E, por ora, há que fazer desmontar o BE ou na melhor das eventualidades, o BE e o PC, por atacado. Estando os desafios de cariz social encaminhados, o que se aproxima são os «negócios». E, à nossa dimensão, são de alto coturno. O que equivale por dizer que o contubérnio exige condições.
O que há para fazer não é para ser feito com o coração nas mãos e o credo na boca, leia-se na dependência dos «concretos», «essenciais» e «centrais» do PC, e das eructações ético-morais dos trasgos do BE …mais a mais, 2017 será o ano da «segurança social» – esgotaram-se as formas e os “meios” para a procrastinação.
Não é com os Verdes, o BE e o PC que o ataque à resolução do “problemão previdencial” será feito; será com o PSD ou com o PSD e CDS/PP. E a “benção” do Presidente da República!
           
Tardou! Rui Rio prepara-se. Bem pode Pedro Passos Coelho inquietar-se, que nada lhe valerá! Pode ir embalando o que possui nas gavetas da secretária — para já, na S. Caetano à Lapa [se, mais careta menos pilhéria, assim não suceder então o PSD, que conheci até 1998, não existe]. O que, por aí, sub-repticiamente mexe ou assoma sibilinamente é a reposição do denominado «centrão» — um aggiornamento, um rassemblement.
           
Quem leu «A Guerra do Fim do Mundo» de Vargas Llosa sabe (ou devia saber) que, após o regresso do barão de Canabrava, os monárquicos do Estado da Baía se reuniram para preparar a resposta a dar ao exército republicano comandado pelo “herói”, jacobino, coronel Moreira César que o Rio de Janeiro (a capital) enviara, à frente de um exército, para liquidar a “insurreição” em Canudos.
O barão de Canabrava explica aos circunstantes (os ilustres insubmissos)

Na realidade, trata-se de uma conjura contra Morais (Prudente de Morais, presidente da República). O plano é claríssimo. Canudos é o pretexto para que o seu homem se encha de mais glória e prestígio. Moreira César esmaga uma conspiração monárquica! Moreira César salva a República! Não é essa a melhor prova de que apenas o exército pode garantir a segurança nacional? O exército ao poder, então, a república ditatorial. Não o vamos permitir. Não serão os jacobinos, mas nós, que vamos esmagar a conspiração monárquica.
Não se pode agir como cavaleiros, querido. A política é uma tarefa de rufiões.
           
Infelizmente esta “leitura” dos acontecimentos é incompreensível.
Não admira! esta gente continua — por mais que lhes aconteça, e por mais anos que lhes acrescentem — a persignar-se, referindo-se-lhe, salivando ideologia ou pior, ideais, ética, moral, etc
            
foi convencer o mundo de que não existe.