sábado, 17 de setembro de 2016

Ontem, hoje e amanhã



Do refinamento de uma ignota gentalha só pode resultar uma insigne escória.

Para reajustar a consciência ou minorar o risco de me equivocar — não vá, aqui ou ali, deixar-me levar pela reclamada qualidade dos “coisos” e essência da “coisa” — com a bosta que compõe o lodeiro aonde me atasquei — decerto para remir os meus pecados — não será, de certeza, com o recém-editado livro «Eu e os Políticos» da autoria de José António Saraiva que o farei.
Para perscrutar o actual patriciado sem me enganar, e sem necessitar de reajustamentos na alça e na mira, prefiro as «Cartas particulares a Marcello Caetano» [1º e 2º volumes] de José Freire Antunes que contêm uma (diminuta) parte da [deliciosa] correspondência de inúmeros invertebrados na maioria dos casos gente vil, cínica, obsequiosa, genuflectidos [é como levam a vida], — «Quando alguém percebe que o inimigo é mais fraco, fica-lhe com raiva; quando percebe que o inimigo é mais forte, fica-lhe com medo» (S. Tomás de Aquino) — crápulas que chupavam até mais não poderem nos úberes da “vaca fascista” para num ápice, num flic-flac, serem os mais indefectíveis e inveterados “democratas".
Enquanto cidadão o que me interessa – isso, sim – é que as “impressões” de Jorge de Sena exaradas em carta dirigida a Artur Portela Filho, 1978
«(…) apenas desejam sobreviver-se uns aos outros, à custa uns dos outros, e necessariamente ainda que não o digam nem confessem, à custa do povo português. Ninguém insiste em esclarecer o povo (…) Todos o que no fundo querem é desacreditar o vizinho, mesmo que isso seja feito à custa da ignorância de um povo inteiro, ou grande parte dele (…) Escândalo público é o erro que se não critica, o desmando que se não liquida, a tripa-forra que faz a gente pensar que a maior parte de algumas pessoas o que querem é almoçar no (…) e nos restaurantes do faduncho de luxo, e dormir com as putas (…)»

ainda hoje valem o mesmo que vale uma moeda de ouro, raríssima, para um numismata. Ademais José António Saraiva à semelhança de outros videirinhos não pretende legar “obra”; pretende fazer dinheiro – à custa de mundanidades. 

Em 2010, São José Almeida, jornalista (Público), deu à estampa algo do género «Homossexuais no Estado Novo» encomiasticamente recebido pela esquerdalha autóctone acolitados pelos “híbridos” da ILGA e demais rosáceas saltitantes que, agora, se remexem um tanto ou quanto indignaditas.