Abaixo do Equador, lá pelas
terras de Vera Cruz nada estratégico ficará solucionado porque 1 – dois
terços da populaça não faz a mínima ideia do que está em causa [a raiz/natureza/dimensão
do “problemão”] — a corrupção (generalizada) foi uma doença, aguda, enquanto existia
a necessidade de a esconder; a partir do momento em que começou a ser praticada
às escâncaras passou a crónica e assim a uma forma de vida — e 2 – do terço que tem ideia e/ou sabe i) metade não tem por agora razões ponderáveis
para se preocupar e ii) a outra metade está ideologicamente
envolvida na “luta”.
O “desforço” político
instigado pela infrene corrupção ao nível do aparelho do Estado não é
estratégico. Aliás, nada de estratégico é alcançado sem que da solução faça
parte a “limpeza” do PMDB e do PSDB, os “tucanos”, de Fernando Henrique
Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin e isso não será feito,
obviamente.
A realidade, difusa, é esta.
Esta é uma “batalha” brasileira,
mas a “guerra” é internacional/continental.
Esta batalha brasileira é por
natureza idêntica à que é travada a norte, na Venezuela, desde Chavez; é a que
se travará na Bolívia de Evo Morales [o ex-líder sindical dos cocaleros do Movimento para o Socialismo/ Instrumento
Político pela Soberania dos Povos e que eleito presidente tratou da «agenda» – reforma
agrária e nacionalização de sectores-chave da economia]; é a que a oeste, na
Colômbia, conheceu desenvolvimentos ambíguos a partir de Álvaro Uribe que foi
quem, sob a capa de uma aparente pacificação, amnistiou o terrorismo das FARC e
“indultou” os criminosos, fechando os olhos ao narcotráfico com que as FARC se
sustentaram por décadas,…
As “lutas” prosseguirão da
Guatemala à Nicarágua, de Cuba à Argentina,…
A “guerra” foi declarada em
Julho de 1990, em S. Paulo, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) convocou e reuniu 48 partidos e organizações representativas
de outras experiências e matrizes político-ideológicas de todo o continente
latino-americano e do Caribe — Foro
de S. Paulo — com o objectivo de debater a nova conjuntura
internacional pós-queda do Muro de Berlim e implementar uma “alternativa popular e democrática”*.
Perceber isto é essencial.
Perceber isto é essencial.
*é, no aranzel canhoto, o
eufemismo para comunismo. Sempre foi!


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