sexta-feira, 18 de março de 2016

Desaforos ao «Foro»



Abaixo do Equador, lá pelas terras de Vera Cruz nada estratégico ficará solucionado porque 1 – dois terços da populaça não faz a mínima ideia do que está em causa [a raiz/natureza/dimensão do “problemão”] — a corrupção (generalizada) foi uma doença, aguda, enquanto existia a necessidade de a esconder; a partir do momento em que começou a ser praticada às escâncaras passou a crónica e assim a uma forma de vida — e 2 – do terço que tem ideia e/ou sabe i) metade não tem por agora razões ponderáveis para se preocupar e ii) a outra metade está ideologicamente envolvida na “luta”.

O “desforço” político instigado pela infrene corrupção ao nível do aparelho do Estado não é estratégico. Aliás, nada de estratégico é alcançado sem que da solução faça parte a “limpeza” do PMDB e do PSDB, os “tucanos”, de Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin e isso não será feito, obviamente.

A realidade, difusa, é esta.

Esta é uma “batalha” brasileira, mas a “guerra” é internacional/continental. 
Esta batalha brasileira é por natureza idêntica à que é travada a norte, na Venezuela, desde Chavez; é a que se travará na Bolívia de Evo Morales [o ex-líder sindical dos cocaleros do Movimento para o Socialismo/ Instrumento Político pela Soberania dos Povos e que eleito presidente tratou da «agenda» – reforma agrária e nacionalização de sectores-chave da economia]; é a que a oeste, na Colômbia, conheceu desenvolvimentos ambíguos a partir de Álvaro Uribe que foi quem, sob a capa de uma aparente pacificação, amnistiou o terrorismo das FARC e “indultou” os criminosos, fechando os olhos ao narcotráfico com que as FARC se sustentaram por décadas,… 
As “lutas” prosseguirão da Guatemala à Nicarágua, de Cuba à Argentina,…

A “guerra” foi declarada em Julho de 1990, em S. Paulo, quando o Partido dos Trabalhadores (PT) convocou e reuniu 48 partidos e organizações representativas de outras experiências e matrizes político-ideológicas de todo o continente latino-americano e do Caribe — Foro de S. Paulo — com o objectivo de debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim e implementar uma “alternativa popular e democrática”*.
Perceber isto é essencial.




*é, no aranzel canhoto, o eufemismo para comunismo. Sempre foi!

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