quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Epigrama



Joseph Stiglitz esteve cá a convite da Fundação Calouste Gulbenkian para dissertar sobre a 'Desigualdade num Mundo Globalizado'. E vocalizou muitas “coisas” absolutamente inócuas em termos técnicos tais como «Portugal deve ‘focar-se na estratégia de crescimento económico’ baseada, em parte, ‘num aumento de impostos que não magoe a economia’» ou «as recessões económicas levam a ‘brutais aumentos’ na desigualdademais desemprego, salários cortados e um corte nos serviços básicos, fundamentais para as pessoas com menos recursos» e que além do mais [nem o contrário seria expectável] é o que promana há pelo menos uma década. 

Quais serão os resultados da incursão de Joseph Stiglitz em termos teóricos ou práticos?
1 - Rigorosamente nenhum para “nós”, aliás, à semelhança dos resultados que colhemos basaeados nas múltiplas “lições”, “sugestões”, “recados”, “alertas”, etc…deixados por Michael Porter há mais de uma quinzena de anos e 2 - um bom quinhão de dólares na conta bancária dele, decerto. 
O que há para anotar é que Stiglitz, agora, como anteriormente Porter, McCormack, T. Piketty, R. Schiller,…são nestes âmbitos meros epigramas [chegam com uma ideia esdrúxula sobre o funcionamento da nossa sociedade e saem com uma ideia abstrusa ou seja, chegam iludidos e vão enganados] o que equivale a dizer que como a prosa é má, o epigrama vale zero — com excepção de uns tantos provincianos, presumidos, experienciarem uma breve sensação de existência e cometimento.
Aposto que, no fim, não se terá livrado de umas quantas selfies com “gente interessada” cá da terra.

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