sábado, 3 de outubro de 2015

Meditação



Hoje, está determinado, é «Dia de Reflexão» e eu, cidadão respeitador da Lei, cumprirei.
Cumprirei porque, em termos “profanos”, «hoje é sábado» e «há» como poetou Vinicius de Moraes «a perspectiva do domingo», e, em termos “litúrgicos”, é “Dia de Reflexão” — algo muito característico e que nos diferencia das demais corruptelas democráticas existentes mundo afora tais como a inglesa, a americana, etc
Mas isso não interessa já que sendo, de facto, uma certidão de capitis deminutio questiono menos a “consagração” e mais a inteligência dos “acomodados”.

O «Dia de Reflexão» tem, apesar de tudo, uma virtude e outro benefício — não ouvir as lengas-lenga dos “políticos” e turiferários. São 24 horas de acrisolamento, purgação.

Amanhã, lá irei, cumprir a “obrigação”. No que me respeita a opção é entre o mal e o pior.
Quem temeu, e escreveu-o em 24 de Agosto de 2014, que «no saguão de um promissor, fecundo e florescente período político em que o PS detém 1 a maioria dos municípios, 2 a presidência da ANM, 3 a maioria e a presidência de uma (de duas) Juntas Metropolitanas; se prepara para obter em 2015 4 a maioria (relativa ou absoluta) no parlamento ou seja, formar e formatar governo e acrescentar, em 2016, 5um(a) dos seus (ou um incumbente) na Presidência da República» há-de convir que já teve opções bem mais difíceis de tomar.

Trata-se de engolir um sapo, agora, para não ter de andar a cuspir fogo, depois.

Sem comentários:

Enviar um comentário