«(…) 10 milhões para
não dizer que é um euro, que não é dado (…) temos a noção de que se chegou a um ponto em que a
TAP é praticamente dada (…) não é preciso grande coragem para tomar decisões boas,
para tomar decisões que são menos más é que é preciso uma grande coragem
(…)»
Marcelo
Rebelo de Sousa
Por quanto se lê, sou levado a denominar os
10 milhões por «valor do desconsolo» – para dar utilidade à destacada “noção”
marcélica. Desconsolo de uns – da maioria, parece-me; consolo de outros – nos
quais me incluo.
Como estão profusamente explicadas
as razões do desconsolo, acho que tenho de explicar o meu consolo [reconheço não é mais do que trazer à liça a imorredoira
questão do «valor dos bens»]. Em
resumo
— os desconsolados dizem que a TAP vale o que ninguém está disposto a pagar – nem os compradores que se apresentaram à licitação nem os desconsolados, individualmente considerados, porque nenhum está disposto a desembolsar dos seus rendimentos a quota-parte correspondente ao passivo da TAP;
— os consolados dizem que a TAP vale o que derem por ela (quando produzo afirmações deste calibre cuido sempre esclarecer, caeteris paribus, ou seja, apenas e só enquanto o mundo e as regras dele forem as que encontrei quando cá cheguei e que pelos vistos até hoje por mais urros, montras partidas, veículos incendiados e pedradas que houve, e há, não mudou; pelo contrário, acentuou-se)
É o «valor do consolo» por ter aparecido alguém que quis a companhia pois se dependesse da minha disponibilidade, para a manter ou comprar, iam os aviões para a sucata, os aviadores, as tripulações e os “técnicos aeronáuticos” para o Qatar, Emiratos, Arábia Saudita,…ou correr a inscreverem-se nos centros de emprego.
— os desconsolados dizem que a TAP vale o que ninguém está disposto a pagar – nem os compradores que se apresentaram à licitação nem os desconsolados, individualmente considerados, porque nenhum está disposto a desembolsar dos seus rendimentos a quota-parte correspondente ao passivo da TAP;
— os consolados dizem que a TAP vale o que derem por ela (quando produzo afirmações deste calibre cuido sempre esclarecer, caeteris paribus, ou seja, apenas e só enquanto o mundo e as regras dele forem as que encontrei quando cá cheguei e que pelos vistos até hoje por mais urros, montras partidas, veículos incendiados e pedradas que houve, e há, não mudou; pelo contrário, acentuou-se)
É o «valor do consolo» por ter aparecido alguém que quis a companhia pois se dependesse da minha disponibilidade, para a manter ou comprar, iam os aviões para a sucata, os aviadores, as tripulações e os “técnicos aeronáuticos” para o Qatar, Emiratos, Arábia Saudita,…ou correr a inscreverem-se nos centros de emprego.
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