O José Pacheco Pereira é mais um
dos que, com maior frequência, só não relincha por modéstia. Hoje deu-lhe para
vaguear pelos peristilos da retórica lusa, contemporânea, como se ele não
fizesse um frenético uso da facúndia. E o pior é que sem que disso extraia a
sociedade a mais pequena vantagem.
Isto apesar de, com rigor, 1 - concordarmos quanto à substância e 2 - discordamos quanto ao(s) sujeito(s) –
é que também acho, como escreve Pacheco Pereira, que «enquanto isto não for varrido pelo bom
vento fresco do mar alto, os lampeiros vão sempre ganhar». A “questão”
é que, para mim, Pacheco Pereira é um dos átomos [admito, dada a “diversidade”, a possibilidade da sua estrutura molecular]
que perfaz a «mole dos lampeiros»… a começar pelo vício tão vezo quanto filho-da-puta
de pleitear(em) por meter(em) as patas na esterqueira e, simultaneamente, armar(em)
em «grilo(s) falante(s)».
Qual é para a sociedade o
«valor acrescentado» quer das munificentes darandinas pachequianas quer dos pereiricos
pigarreios televisivos, semanais? Nenhum.
Mas de que autoridade se arroga
Pacheco Pereira para do alto das tamanquinhas feitas de pau carunchoso, e estabelecido
na sua «zona de conforto» por méritos, duvidosos, vir (generalizando
– embora saiba, e disso dá conta e repudia quando é
feita pelos outros) correr imensa
gente que presenteia mais a sociedade dando uma mal-cheirosa bufa do que presentearão
o(s) Pachecos Pereira(s) uma vida inteira mergulhados em resmas de Obras e Tratados, alheios, e a banhos com sais de pétalas de rosa?
Mas de que autoridade se arroga
Pacheco Pereira para do alto das tamanquinhas armar em “pastor” se,
factualmente, não é senão um dos mais activos, ubérrimos e reconhecidos perpetradores
do «estado a que isto chegou»?
Quem se julga?!
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