sábado, 20 de junho de 2015

Dos que só não relincham por modéstia



O José Pacheco Pereira é mais um dos que, com maior frequência, só não relincha por modéstia. Hoje deu-lhe para vaguear pelos peristilos da retórica lusa, contemporânea, como se ele não fizesse um frenético uso da facúndia. E o pior é que sem que disso extraia a sociedade a mais pequena vantagem. 
Isto apesar de, com rigor, 1 - concordarmos quanto à substância e 2 - discordamos quanto ao(s) sujeito(s) – é que também acho, como escreve Pacheco Pereira, que «enquanto isto não for varrido pelo bom vento fresco do mar alto, os lampeiros vão sempre ganhar». A “questão” é que, para mim, Pacheco Pereira é um dos átomos [admito, dada a “diversidade”, a possibilidade da sua estrutura molecular] que perfaz a «mole dos lampeiros»… a começar pelo vício tão vezo quanto filho-da-puta de pleitear(em) por meter(em) as patas na esterqueira e, simultaneamente, armar(em) em «grilo(s) falante(s)». 

Qual é para a sociedade o «valor acrescentado» quer das munificentes darandinas pachequianas quer dos pereiricos pigarreios televisivos, semanais? Nenhum. 
Mas de que autoridade se arroga Pacheco Pereira para do alto das tamanquinhas feitas de pau carunchoso, e estabelecido na sua «zona de conforto» por méritos, duvidosos, vir (generalizandoembora saiba, e disso dá conta e repudia quando é feita pelos outros) correr imensa gente que presenteia mais a sociedade dando uma mal-cheirosa bufa do que presentearão o(s) Pachecos Pereira(s) uma vida inteira mergulhados em resmas de Obras e Tratados, alheios, e a banhos com sais de pétalas de rosa? 
Mas de que autoridade se arroga Pacheco Pereira para do alto das tamanquinhas armar em “pastor” se, factualmente, não é senão um dos mais activos, ubérrimos e reconhecidos perpetradores do «estado a que isto chegou»? 
Quem se julga?!

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