domingo, 25 de janeiro de 2015

Data venia

Da medíocre porém incensada pústula é sempre oportuno, por mais desacompanhado que se esteja, dizer-se o que deve ser dito. Faço-o sempre que tenho ocasião, acho oportunidade e replico as alheias - sempre por razões profilácticas.
Shakespeare, n' A Tempestade, põe Caliban (escravo) a dizer a Prospero (legítimo duque de Milão, homem justo e recto, obrigado a abandonar a sua cidade natal pelo pérfido usurpador António, seu irmão)
«Tu ensinaste-me a tua língua, mas tudo quanto dela retirei foi a possibilidade de te amaldiçoar»
que faço minhas.





3 comentários:

  1. Brilhante, a forma como o sapo-mor termina os seus dias de político; num magnífico registo apologético à estultícia. Que dure ainda alguns anos a bafejar detritos semelhantes, para que seja essa a memória indelével da sua passagem pela política portuguesa.

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  2. Eu gostava de reproduzir isto no Clautro Fobias. Coisas importantes para memória futura. Posso?

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