Miguel Frasquilho, presidente da AICEP, apresentou o Plano Estratégico para
o biénio 2014/2016. Orçamentados trinta milhões de euros para divulgação,
promoção, prospecção [de mercados para portugueses] e captação de investimento
[em Portugal].
Será que desta vez nos vai apresentar e dizer algo
diferente do que aqui foi dito e repetido pelos seus antecessores, Pedro Reis e
Basílio Horta? atirou-lhe o
entrevistador. E disse! disse que, no que concerne à designada
internacionalização, a Agência irá estar presente em 12 novos mercados -- Timor-Leste, Cazaquistão,
Coreia do Sul, Equador, Gana, Guiné-Bissau, Guiné
Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal,
Finlândia e Noruega – e reforçará a presença em 26 mercados como
será o caso da Turquia.
Mas continuamos a não ver vinhos portugueses, por
exemplo, onde se vêem vinhos franceses, espanhóis, italianos, californianos,
chilenos, ..., não se vêem os vinhos portugueses – retorquiu o jornalista.
Pois, mas isso tem muito a ver com a nossa dimensão
que nos impede ter escala. Por isso optamos pela criação e de nichos [de mercado]
Atingi os limites da paciência e desliguei.
Supunha eu que dos quesitos fundamentais para a manutenção e incremento de
um nicho [seja ele de que natureza fôr] fariam parte a oferta
de produtos diferenciados, de enorme valor acrescentado incorporado por via
tecnológica ou outra e, simultaneamente, supunha que o desiderato, no caso,
seria a apresentação em mercados com alto poder aquisitivo ou, em alternativa,
com uma garantia de enorme trânsito e onde a percepção,
prospectada, seja de que exista uma propensão autêntica pela novidade,
diferenciado enfim, por “coisas” de inquestionável qualidade, e caras.
Face aos quesitos expostos [que eu cria, vitais] fica patente de forma
indubitável que é em Timor-Leste, Cazaquistão, Gana, Guiné-Bissau, Guiné
Equatorial, Nigéria, São Tomé e Príncipe que estarão os alvos, mercados que,
sabemos, possuem populações de altíssimo poder aquisitivo, elevado nível
cultural e de um genuíno e reconhecido encanto por tudo a que me refiro –vinhos finos e
caros, porcelanas requintadas,vidros e cristalaria sofisticada, metais
nobres – filigrana, tecidos refinados, roupas de
griffe, flores e/ou frutos exóticos, cavalos lusitanos, carne bovina maronesa
e/ou mirandesa, porco bísaro, enchidos e conservas gourmet, toda a
parafernália de gadgets de 4ª geração, etc
por que não Nepal ou Mongólia, Panamá, Nova Caledónia, Ruanda, …?!
Mais tarde arrependi-me por ter desligado. Olvidei a importância (e a
nobreza!) dos activos “intangíveis” a que eu dou importância reduzida mas a que
líricos, nefelibatas, caudatários, apóstolos, mangas-de-alpaca,… não têm de
submeter-se.
Há-de ser para expansão da Fé [de uma outra Nova, talvez, mas fé] à
semelhança dos nossos ancestrais. Tanto mais que, convenhamos, fezes há muitas
e para todos os gostos.
Aquela lista de países mais parece um exótico itinerário lúdico para a caravana de “exploradores de mercados” do costume – aquela malta que acompanha o P.R. para o Cú de Judas mais as Seychelles com a respectiva tartaruga.
ResponderEliminarMas claro que já era previsível que fosse apenas mais do mesmo. Afinal de contas não é o que sempre têm feito com o Turismo? Vender Sol e Praia às massas, ainda que essas deixem por cá poucas “massas”?! Os nichos do turismo rural, ecológico e do património, são coisitas engraçadas mas sem impacto/importância. O que interessa é hotéis baratos, e se não for possível, que se instalem hostel’s em cada esquina de cidade – queremos é muita gente cá.
Não há forma de avançar, o medo empoleira-os no pedal do travão, e o acelerador está interdito.