terça-feira, 16 de setembro de 2014

Bivalves de barrete

Ora cá está um movimento que me entusiasma. Absolutamente inclusivo [Nós, cidadãos]. Finalmente!

Havia começado por titular «Despontam como cogumelos» [pelo tempo que tem feito, pela quantidade que irrompe de entre a caruma] mas acabei por baptizá-lo de «Bivalves» [mais apropriado ao desiderato primário verbalizado pelo seu mentor-mor «Lançamo-nos num desafio ao PS e ao PSD, estaremos lá para disputar o lugar de charneira»].

Entusiasmado com a novidade [só no último ano entre partidos, movimentos, ajuntamentos, condomínios, …, preocupados e com soluções nos bolsos, já deve ser para aí o sétimo], em primeiro lugar;

entusiasmado com a inusitada frescura, jovialidade [imagino que sejam estes os da renovação de geração] e a alvura, imaculada, dos «cabeças de cartaz», vide
-- o juiz e exegeta-avençado da televisão pública, Rui Rangel
-- o sempre-em-pé José Cid
-- o ex-tudo [secretário-geral partidário, deputado, ministro, deputado europeu, edil, conselheiro de Estado, convidado para ser um dos «cidadãos», sempre candidato a candidato de qualquer coisa nem que seja à presidência da República] e futuro-nada, António Capucho
-- o “cidadão” monárquico, prof. Mendo Castro Henriques [não hei-de morrer sem ver S.A.R., D. Duarte Pio de Bragança, entronizado]
em segundo lugar;

entusiasmado por crer [piamente] nas purificadoras intenções e nos genuínos propósitos dessa gente, em terceiro lugar e,

por fim, entusiasmado com o «barrete» [saloio/ribatejano, presumo; frígio é que não é. E que digo “semiótico” porque propagandear uma propositura à co-administração, política ou outra, da coisa pública em Portugal com barrete(s) pelo meio, não lembraria a um tinhoso].

Como está bem de ver, estamos safos. Haja Deus!


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Ou são outro barrete? estes bivalves.

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