Para
crises profundas existem, que eu conheça, algumas “soluções”: a schumpeteriana, a redistribuição do
rendimento e riqueza, a “solução” keynesiana, a da frente externa leia-se incremento das exportações e outra
tão medonha que, por isso, não “pronuncio”.
No
transacto fim-de-semana fui à “missa” celebrada pelos “padres” Pierre Pâris e
Charles Wyplosz.
Uma “homilia” gigantesca; uma seca. Maldisse a mania que tenho
de chegar a horas, ouvir de princípio a fim, ler da primeira para a última,
páginas.
…menor
teria sido a estopada, e igual o proveito, acaso me tivesse proposto a “ouvir”
as «conclusões», apenas.
Bastar-me-ia
ouvi-los concluir que «qualquer reestruturação da dívida pode produzir [eu diria,
produz sempre] incentivos
perversos. Os governos “servem” as suas dívidas normalmente apenas, e só, por
temerem as consequências de não o fazer» e sobre a sua “proposta”/mecanismo que
1 – poderá «incentivar a acumulação dívidas
públicas, de novo»;
que
para ser exequível terá de 2 -- «incluir um
Pacto [com força bastante] de disciplina fiscal
comum, e exigente, “emoldurado” pelas disposições constitucionais adequadas»
por forma a 3
– «sancionar», expondo-os às “malfeitorias mercantis”, «governos indisciplinados».
E ainda
que
4 -- «os custos são muito», muito «elevados», reconhecendo que 5 -- «a
mais forte oposição a qualquer reestruturação [no caso, haircut de parte e alisamento do remanescente substituindo as obrigações dos Tesouros por «perpetuidades», obrigações perpétuas, à taxa zero] da dívida é
política».
Ora bolas!
Mas que sigla tão bem apropriada ;)
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