É
dos que crê que se retirar um porco da alfurja e o puser numa sala de jantar, ele lhe exige faca e garfo em vez de chafurdar ou se o puser numa biblioteca, passa a falar em vez de grunhir?
Ou
acredita que os burros, prenunciados à eloquência e aos púlpitos foram, depois, alvo do desespero e da fúria dos deuses pela comprovada dificuldade em aprender o(s) abecedário(s) e que, por isso, ficaram
para todo o sempre a zurrar [o que em determinadas ocasiões, apesar da
monotonia, é algo próximo da fala]?!
Se
é, dou-lhe os parabéns. Está mais perto de poder dizer-se feliz do que eu que permaneço,
inamovível, na “fase” em que me parece ser mais plausível fazer passar um
camelo pelo buraco de uma agulha. E que mais plausível será, se fôr eritreu,
somali ou sudanês.

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