«O
desejo de medir a China sobretudo, e muitas vezes exclusivamente, pelo padrão
ocidental é falacioso. Na melhor das hipóteses, expressa uma estreiteza de
espírito algo inocente; na pior, reflecte uma omnipresente arrogância
ocidental, uma crença de que a experiência é universal em todas as matérias
importantes. Tal poderá tornar-se uma desculpa para não nos darmos ao trabalho
de compreender nem de respeitar a sabedoria e as especificidades das outras
culturas, histórias e tradições. O problema, conforme Paul A. Cohen observou, é
que a mentalidade ocidental – nutrida e moldada pela sua longa ascendência --, longe
de estar imbuída de uma perspectiva cosmopolita é, na realidade, altamente
provinciana, acreditando no seu próprio universalismo ou, para dizê-lo de outra
forma, na sua rectidão e eterna relevância. Se já temos as respostas, e se
estas são universalmente aplicáveis então pouca coisa, ou nada, temos a prender
com os outros.(…)» p.p.706
«Um
útil correctivo para os que acham que as superpotências emergentes, entre as
quais a China, se recriarão à imagem da América»
Financial
Times
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