4 de janeiro de 2014

Deslocar o centro do mundo


 
«O desejo de medir a China sobretudo, e muitas vezes exclusivamente, pelo padrão ocidental é falacioso. Na melhor das hipóteses, expressa uma estreiteza de espírito algo inocente; na pior, reflecte uma omnipresente arrogância ocidental, uma crença de que a experiência é universal em todas as matérias importantes. Tal poderá tornar-se uma desculpa para não nos darmos ao trabalho de compreender nem de respeitar a sabedoria e as especificidades das outras culturas, histórias e tradições. O problema, conforme Paul A. Cohen observou, é que a mentalidade ocidental – nutrida e moldada pela sua longa ascendência --, longe de estar imbuída de uma perspectiva cosmopolita é, na realidade, altamente provinciana, acreditando no seu próprio universalismo ou, para dizê-lo de outra forma, na sua rectidão e eterna relevância. Se já temos as respostas, e se estas são universalmente aplicáveis então pouca coisa, ou nada, temos a prender com os outros.(…)» p.p.706
 
«Um útil correctivo para os que acham que as superpotências emergentes, entre as quais a China, se recriarão à imagem da América»
Financial Times


 
 

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