30 de dezembro de 2013

Títulos fantásticos


[E ainda bem que o são. Dissuadem-me da leitura.]


porque emigrar é tão natural como natural é o homem, quando não se sente bem e caso possa, levantar o rabinho do catre e procurar outros pastos;
é tão natural quanto natural é o homem possuir um módico de ambição;
é tão natural quanto natural seria [que pelos vistos não é, de facto], atingida a maioridade, perceber que o sonho, aliás como todo o resto, é -- bom, assim-assim ou pesadelo – efémero. Assim sendo o que se deve desejar é que o “curso” da quimera seja ínfima, e de natureza mais evanescente, perto da efemeridade do sonhador;…


O que não é natural é não querer perceber que, sendo o sonho tão natural, o que mais há é quem sonhe -- de olhos abertos. E imensos mais são os que sonham de olhos fechados crendo, piamente, que os têm abertos.
E também não é natural não querer entender que de olhos abertos, há muito quem (vos) revele sonhos almejando que os demais, sonhando e andando com os pés nas núvens, lhes garanta poderem continuar a cevar-se, medrando, e trazendo(-vos) as núvens para o chão.
O que não é natural [será?!] é que tantos sonhos sonhados e outros, muitos mais, em frangalhos, desfeitos sem honra nem glória, ainda haja quem não perceba que para se sonhar é preciso ser corajoso. E arriscar o ónus da desfeita, da derrota, … arriscar a mais profunda decepção – acordar e concluir que sonhou.

Na medida em que raramente o são, competentes, ao deixarem-se embalar que ao menos fossem, competentes, no despertar.

Entre o que é e não é natural existe uma constante que como é evidente, apenas serve quem a concretiza: ou por confluência de circunstâncias, favoráveis, ou por “ciência”. O resto são abstracções, virtualidades,…
Ou pior: puro cretinismo.

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