10 de dezembro de 2013

O hábito e o adicto


"O silêncio dos melhores é cúmplice do alarido dos piores"
Natália Correia

Atribuir a causa dos nossos infortúnios ou defeitos aos outros é um recurso [camuflado por subtis justificações, oculto em retóricas loquazes] que tem permitido a inúmeras sociedades e/ou indivíduos não a livrarem-se dos seus males, mas a suportá-los. E, aparentemente, a viver de consciência  tranquila.
Cláudio Véliz [historiador chileno] conta que, à chegada dos espanhóis, os índios mapuches tinham um sistema de crenças que ignorava os conceitos de envelhecimento e morte natural. Para os mapuches o homem era jovem e imortal. A decadência física e a morte só podiam ser obras da magia ou “armas” de adversários.
Esta convicção ajudou os mapuches a serem ferozes guerreiros. Não os ajudou, porém, a forjar uma civilização original.
A atitude dos mapuches está longe de ter sido um caso extravagante, único e não replicado.
 

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