Na
“visita” a um blog de gente com
patente sensibilidade social deparo com um post em que a blogger, Teresa Ribeiro, «impressionada»,
encastoa um anúncio [ínsito no caderno Emprego/Expresso] e a que a blogger, alquebrada e pesarosa, qualifica
de «desespero
elegante».
Da autenticidade do “anúncio” existe
uma de duas hipóteses, possíveis
1 -- é autêntico, 2 -- é “gracinha” [de
alguém que até pode pertencer à redacção do dito semanário].
Em abono à plausibilidade da
“gracinha” encontro, sem esforço, várias razões para alguém mais empenhado
lobrigar sei lá, proveitos para uma determinada
«causa» afinal, quando se atira com a carne toda para o assador, vale tudo; caso
seja verdadeiro, outras “coisas” [quanto a mim bem mais tristes de constatar] se
denotam de forma indelével.
Oferecem-se para caseiros esclarecendo que são «educados, cultos
e polivalentes». Ora
bem, sendo o caseiro «um guardador de casa de campo ou de férias», sinónimo de «granjeiro,
rendeiro, capataz, feitor, olheiro,…» a educação não é emblema, gládio,
emblema, atributo que se exiba a alguém, a propósito de nada. Ser-se educado é
tão somente a mais ínfima e elementar regra [a
cumprir com critério, rigôr e zelo] por forma a alguém
se dispôr aturar outrém. E para que servirá ao hipotético empregador a avocada
“cultura”? porquanto ninguém se pode presumir educado sem ser culto, e vice-versa. Seja assim ou não, qual será
o [perscrutado] interesse do
empregador no background cultural do
oferente?
Supondo
que dos hipotéticos "encargos" futuros das desesperadas criaturas faria parte uma
quota de responsabilidade na administração ou co-administração dos bens e
interesses do empregador para que servirá a outorga de «pré-falido»? (se “com” ou “sem” dívidas, a importância do facto é zero. A existirem,
respeitam exclusivamente ao devedor) pelo contrário…
digamos que a “chancela” é um fortíssimo factor de dissuasão, exclusão: alguém
que na gestão dos seus exclusivos interesses [até
provas em contrário] pré-faliu/faliu, à partida e sem mais,
apresenta-se pouco capacitado para gerir interesses de terceiros.
Em
prejuízo de todas as “garantias” aparece, ao fundo, como esclarecimento que, os
«desesperados», “não possuem mais-valias
rurais ou similares”. Com boa-vontade, se a essas “menos-valias”
acrescentarmos as supostas «elegância», «boa presença», «elevadíssima educação»
e «inquestionável saber-estar» e as considerarmos efectivas “mais-valias”
estamos em presença de um casal que oferece os seus melhores ofícios a um vizir
que não há (consta que o último terá sido Abû `Abd Allâh Mohammed ben Abî al-Hasan `Alî em Granada e há muitos anos) e caso houvesse, antes de o ser, teria garantido um magote de serviçais detentores de «"mais-valias" rurais ou similares».
Do
desespero dos “anunciantes” à pele-de-galinha da blogger não me sobra “sensibilidade”
nem para me impressionar com a situação dos anunciantes nem com a tocante solidariedade
indignada da blogger, Teresa Ribeiro.
Sem comentários:
Enviar um comentário