3 de dezembro de 2013

A vaca [do deputado Zorrinho],

o «polígono» do Seara, e o Hegel do Soromenho que os leva ao céu. 


                Ao deparar com esta “redacção” da autoria de Carlos Zorrinho, deputado e coordenador do Laboratório de Ideias e Propostas [para Portugal]
não tive como impedir que me viesse à ideia a glosada redacção dos “Tonecas” sobre
~ A vaca ~
«A vaca é a mulher do boi. É um animal doméstico e é um animal muito util para o homem. A vaca serve para lhe comer-mos a carne e dá o leite para beber-mos. A vaca dános outras coisas como por exemplo a péle (…)»

               … “circulando”, deparo com «outra» [publicada num jornal diário, pelos vistos] de outro papagaio [de duvidosa utilidade], Fernando Seara, em que recorre a Euclides para repensar a democracia [imagine-se que lhe dava para recorrer à topologia, por exemplo] e vai de “poligonizar” os interstícios e a matéria fina do redil.

 
               Na revista Nau / Julho de 2013, a págs.36, «uma outra pasta de arquivo móvel, douto catedrático e eminente caixa de ressonância de palavras e ideias alheias», Viriato Soromenho Marques, transcreve [por óbvio interesse público e utilidade inquestionável] um excerto d’ As lições sobre filosofia da história em que F. Hegel, elocubra sobre a “lírica” «vocação marítima» dos portugueses -- [Eles] lá se ensoberbecem com aqueles “edifícios”, miríficos, e não será por ausência de pulsões oníricas que soçobrarão nem de parvos para os escutar. Jamais –… concluindo
«Nesta altura de deriva europeia e de crise existencial nacional, possam as qualidades da coragem e de determinação na defesa da liberdade, enaltecidas por Hegel no espírito dos nossos antepassados, continuar a inspirar os portugueses de hoje.»
 
Eu, e como diz o outro, pessoalmente, não tenho a mais pequena dúvida [mesmo] que «os nossos antepassados» dominavam os meandros do pensamento de Hegel e faziam de isso mote nas tertúlias, nos paços e outros de motejo, nas alcovas das albergarias e cortiços. Aliás foi por esses assuntos dos domínios das humanidades, ciências, artes, etc. fazerem parte do quotidiano e por serem tão vulgares que os Verney, Ribeiro Sanches, A. Brotero,… sempre foram desandando.
 
-- Ó sr. prof. dr. … e o pai Natal, este ano, vem a quantos?

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