18 de novembro de 2013

Manuel Caldeira de Pinho e Cabral

No DN, duas criaturas Manuel Caldeira Cabral *, professor na Universidade do Minho e Manuel Pinho **, ex-ministro da Economia e da Inovação, professor na Universidade de Columbia publicam um panfleto, Uma entrada desastrada para o euro, onde se lêem passagens, nunca antes tão desassombradamente escritas, como «há na Europa um país onde os responsáveis pelas maiores falências bancárias do último século aguardam tranquilamente por julgamento há anos», «o desenvolvimento do País requer mais investimento, mais qualificações, melhores instituições e sensibilidade social» e outras mais [do género]… encerrando de forma brilhante [tão refulgente que não me importaria poder reivindicar-lhe autoria] «uma vez que todos colaboraram no problema, todos devem participar na solução».

Do âmago lê-se, por exemplo,
- Quatro choques externos negativos agravaram a situação -
«Como se tal problema não bastasse, durante a década passada Portugal sofreu não um, mas quatro choques externos negativos. -  Primeiro, a queda das remessas de emigrantes; - Segundo, a abertura da Europa a países do Leste, mais próximos do Centro da Europa e com mão de obra mais qualificada e barata; - Terceiro, a adesão da China à OMC; - Quarto, a subida do preço da energia. Este conjunto de choques agravou, em vez de corrigir, a situação inicial. Os choques assimétricos deveriam ter sido compensados por transferências de maneira a permitir o ajustamento necessário.»

Obs.:
Uma primeira questão é [muitas outras há, mas…]

- Que choques [semelhantes] sofreram os demais [parceiros ou não] europeus? abreviando [o tempo urge e a paciência esgota-se]… A União Europeia concedeu a Portugal em fundos comunitários para os mais variados fins cerca de 100 MM €. Coisa pouca! devia ter concedido, sei lá, 200MM € ou 300MM €, não é?! Se 1 - o panfleto [com as devidas e necessárias alterações de nºs, índices, rácios, etc… de tão replicado, há muito deixou de poder auferir quaisquer direitos autorais] não vale a ponta de um fio de cabelo espigado já se 2 - o verdadeiro e anuviado leitmotiv por que esta gente [parte que passou pela governação do ergástulo e outra parte que pensa e comenta as sucessivas governações], não integrando a classe jornalística e opinando a título pessoal [reivindicam a todo o tempo não representar senão a si mesmos], instigados pelos suas pulsões, instintos e patriotismo carece comentário. E denúncia.
O ex-ministro das faenas tauromáquicas no parlamento, Manuel Pinho, em 2002 pleiteava - perorava e pugnava. Façam o favor de se servirem, à vontade.










Os que acreditam que o homem foi à Lua tirem as ilações; os que acreditam que o subsolo da Lua está encharcado de petróleo, também. 


*Manuel Caldeira Cabral
anda há pelo menos cinco anos a preparar o momento em que telefonará aos pais para lhes dizer «… sou (ministro, secretário de Estado, …. Não vos disse que conseguia?)» dando uso aos meios e oportunidades que a SicN, Expresso,… que a benção de António José Teixeira e o crisma de Balsemão lhe propiciam.

**Manuel Pinho
é passado embora mexa. O objecto do meu texto não é o conteúdo técnico -- é o que é e quem sabe o que é não tem o que questionar. O objecto é o uso absolutamente casuístico, aleatório ou errático que fazem dos dados como fica demonstrado à saciedade. Pinho foi três anos depois, anos a fio, ministro de economia. O que fez para inverter as maleitas que detectou no diagnóstico? o Allgarve?!

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