17 de novembro de 2013

Fecha a janela, por favor.

Hoje, Vasco Pulido Valente, inicia a “prosa” assim
«[Nunca gostei d] o mundo da blogosfera e das “redes sociais”, que é um repositório de iliteracia e de irresponsabilidade, sem direcção e sem lei» contextualizando o uso dado por uma quadrilha de sipaios de Passos Coelho, aqui há uns anos atrás.

Ora o «mundo da blogosfera e das “redes sociais”» não é o que Pulido Valente diz, mas contém imenso do que Pulido Valente diz; o «mundo da blogosfera e das “redes sociais”», o mundo do jornalismo, da política, do futebol, … as comunidades, as sociedades são o repositório [palavras do próprio, ontem] de «um bando de estúpidos, desesperado e analfabeto» acrescido de doses apreciáveis [porções que tenho por importantes, mas que não consigo determinar] de velhacaria, imanente, e que provém na maior parte das vezes de um difuso, e tramado, complexo de inferioridade.

Ontem, Pacheco Pereira, iniciou a prosápia [deveras percuciente!], assim
«Já que por aí há abundantes “pressões” para que o TC não aplique a Constituição, venho aqui pressioná-lo para que a aplique»

Gostei! é disto que gosto: pão pão, queijo queijo; não há mas nem meios mas…
[apesar de supôr que a opinião de Pacheco Pereira valha, para os juízes, o que vale a minha: …a ponta de um chavo ou menos]
a desgraça vem a seguir: a racionalidade do Pereira deixa-se "apanhar" pelo onirismo, a realidade percepcionada pelo Pacheco é tomada pela poesia e, como [que eu saiba] não é poeta e a sua "cissiparidade" é defeituosa, a “coisa” sai mal.
«(…) pela Constituição escrita e pela não escrita, aquela que consiste no pacto que a identidade nacional e a democracia significam para os portugueses como comunidade (…)»
o resto, li. E li sem ser por inércia: li por interesse e convicção.
Ora como o assunto versado não é da esfera do Divino, não trata de crenças mas apenas, e só, crendices e/ou querenças -- seja dito, a(s) do Pacheco acomodadas pela exacta, e imarcescível, langue de bois comum -- é língua de palha.
É, Pacheco… isso é, sem tirar nem pôr, o equivalente ao que chama de «
a “narrativa”, a interpretação propagandística»: a sua (ou a vossa, atendendo o género).
[já que, reconheço-lhe a autoridade, afirma que a do governo é «pseudo-propagandística»]
 

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