2 de novembro de 2013

Fazer de um pintelho, um tronco de árvore

 
Na quarta-feira passada, Paulo Portas, lá desempachou o prócero, o “guião” a que, com excepção da progenitora, mais ninguém encontra virtude por minúscula que seja. Convenhamos, todavia, que a “obra” foi planeada não para que lhe encontrássemos virtudes mas, e é o mínimo dos mínimos, para servir de instagação ou cadinho à “conversa”. Se da “conversa” resultará algo de útil, isso, veremos.
 
Aquilo não é nada, concordo. Mas também é nada, andarem em bicos de pés a proclamá-lo. Afinal é o que conseguem ou o que mais lhes interessa além de ser mais daquilo a que foram habituados -- larotas, arengas, lirismo,…arrastar de cascos -- e, mais guincho menos urro, no fundo, é do que gostam.
 
Na minha perspectiva é por estas e imensas outras que, desde o início, lobriguei vantagens no exercício tutelar da troika. Esta maralha só produz com utilidade quando condicionados ou se forçados.Vejamos
                         -- os “confrades” estão todos sentados à volta da mesa, o anfitrião já fez o “proémio” e há que começar a atirar com ideias, propostas [fundamentadas ou não]… a intenção é chegar ao fim mais perto ou a saber o que é que esta gente quer.
Ora se assim é para que serve estar a gastar latim com críticas à prosa oca do anfitrião, ao chorrilho de lugares-comuns, à selva de vacuidades? tanto mais que sabemos, haverá de chegar a vez [qualquer que seja a ronda] do anfitrião contribuir como souber, puder ou quiser para a “conversa”.
 
Para já, por enquanto gastar latim em críticas à “propedêutica” do anfitrião é o que procede de quem faz um tronco de árvore, por não saber ou não querer, de um pintelho.

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