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| propositadamente "roubada" ao Abrupto/JPP |
Pondo de lado a natureza das razões para tamanho desespero há que questionar os porquês do “desespero”.
Das razões com que os “desesperados” justificam o toque a reunir das tropas e usam como lastro tanto em conferências patrioteiras como na lufa-lufa de entrevistas, etc., as sequelas nos atropelados pela crise são as que menos lhes ocupam as meninges. As [razões] proclamadas não são as fundamentais. O mesmo não digo destas
1, 2 e 3 (é bom não esquecer, nada garantidas)
Não são descartáveis algumas outras, exógenas -- as que explicam o estampanço de Hollande em França, a perda de fulgor do SPD na Alemanha,… como é evidente (ou nem por isso).
Não são descartáveis algumas outras, exógenas -- as que explicam o estampanço de Hollande em França, a perda de fulgor do SPD na Alemanha,… como é evidente (ou nem por isso).
Ouvir
essa mole de “desesperados ideológicos” a discorrer sobre as soluções para os magnos problemas com que Portugal, Europa,… estão confrontados, é um pavor. Os problemas já são de um outro “mundo”. Eles mantêm-se hirtos e firmes no que, aceleradamente, se esvanece.
«É preciso compreender -- e aqui o défice socialista, nacional como europeu, é grande -- que a crise que vivemos é uma crise diferente, a exigir tanto análises como respostas inéditas; é, no essencial, um produto do paradigma do ilimitado (da energia, do consumo, do crédito, dos direitos, etc.), e que este paradigma do ilimitado foi o verdadeiro cimento ideológico do ultraliberalismo, um paradigma que deslumbrou e desarmou quase completamente a esquerda.»
Os políticos, todos e sem quaisquer excepções, perderam o pé. As razões para assim ter acontecido é o que não lhes perdoo. Se
isto encerra alguma novidade? Não, não encerra exceptuando ficar patente
que as luminárias são do mais conservador que há e que, sem o lamentar, não
quiseram perceber nada. Podiam ao menos ter aceitado imensas lições professadas, por exemplo, por Alvin Toffler – as d’A terceira vaga, as d’O choque do futuro e, acima de todas,
as d’Os novos poderes.
Como poderiam os portugueses ser menos tocados se o tecido sócio-económico é [e deixará de ser], basicamente, este? (um exemplo entre outros)
Como poderiam os portugueses ser menos tocados se o tecido sócio-económico é [e deixará de ser], basicamente, este? (um exemplo entre outros)
«Em Portugal há mais de duas dezenas de milhar de advogados. Em Lisboa, alguns milhares. Os grandes escritórios estão em Lisboa. Empregam algumas centenas de advogados recém-licenciados ou com alguma experiência teórica. Facturam milhões e como agora se vai sabendo, um dos clientes mais importantes é o Estado.»

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