«Todas as coisas têm uma moral, desde que se saiba encontrá-la»
“Alice no país das maravilhas”, Lewis Carroll
Considerando
a anterior e costumeira frequência pode dizer-se que, a criatura há muito, pouco ou nada dizia. Tardou.
Mais a mais se se considerar que o outro “marreta”, “escreve” semanalmente e
pigarreia bitaites a torto e a direito.
Freitas do Amaral terá dito que o Governo está «a agravar
aceleradamente a tomada destas medidas [do OE], que são todas inconstitucionais, para criar
um conflito grave com o Tribunal Constitucional e, a partir daí, poder
demitir-se e exigir eleições» e que a nova tabela salarial para os
funcionários públicos é «discriminatória, injusta e ofensiva, por impor maiores
reduções de salários ao funcionalismo intermédio do que aos escalões superiores»
visando «aprofundar
a destruição das classes médias (…) sem classes médias fortes e com boas
perspectivas de futuro, é a própria democracia que fica em perigo
(…)» pelo que «é altura de dizer basta e de fazer este
governo recuar (…) a continuar por este caminho, qualquer dia temos aí uma
ditadura», etc, etc…E
tal, acrescento eu.
Da babosa da criatura nada, absolutamente nada, me interessa. Da ascendência de todos estes lídimos filhos da pátria se ocuparam, e bem, alguns contemporâneos. E de entre eles Guerra Junqueiro, debuxou-os assim
Da babosa da criatura nada, absolutamente nada, me interessa. Da ascendência de todos estes lídimos filhos da pátria se ocuparam, e bem, alguns contemporâneos. E de entre eles Guerra Junqueiro, debuxou-os assim
«Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não
descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter,
havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em
pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da
mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política
portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha
do executivo (…)»
Se
não me interessa a arenga, interessa-me a ossatura que capeia a língua. Quem
sois, criatura? Quem é este indómito, inefável, abnegado e indignado democrata?!
[já
em ocasiões anteriores escrevi – exageradamente, claro – que só não renegam o
androceu e o gineceu, se tal fôr dispensável]

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