A
partir de agora terei de [vos] começar a falar [à cautela, para evitar futuros
choques de expectativas] como futuro [putativo] primeiro-ministro.
O
tempo urge e a realidade impõe-se.
«[…]
No realismo
desta via de sustentabilidade, é preciso que haja
consciência que Portugal não
pode regressar ao passado, ao passado de há dez anos, 20 ou 30 anos. Todas as opções políticas devem passar pelo
crivo da sustentabilidade, seja na saúde, na
educação, na segurança social ou nos investimentos […] Precisamos de um compromisso entre gerações
e entre políticas públicas. Os direitos são fundamentais numa democracia,
mas esses direitos
têm de corresponder a uma sustentabilidade das políticas públicas. Não podemos pôr de lado o rigor e
a disciplina a que deve obedecer a gestão dos dinheiros públicos. Propomos um
limite para a despesa corrente primária, porque é fundamental,
sobretudo no período de ajustamento
[…] É
necessário que o país tenha voz firme, pensamento próprio e que tenha uma
estratégia, com uma visão. Essa visão deve estar assente numa nova economia
mais sustentável, sem
esquecer os constrangimentos financeiros […]
Tem de haver um amplo apoio político e social - e não podem ser
apenas os partidos a contribuir para que isso aconteça. […]»
António José Seguro
«O Estado
e a Economia - Um Orçamento Pós-Troika»
Conferência Antena 1/Económico
Obs.: caso exista(m) parte(s) do discurso menos
perceptíveis [mais ininteligíveis] aguardem que, quando lá chegar, explico nas “aulas” práticas.
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