Rita Rato Araújo
Fonseca. Deputada da República. Licenciada em Ciência Política e Relações
Internacionais.
«[…]
- Foi a partir
daí, e nas aulas de História, que começou a formar a sua identidade política?
- Sim. Mas não apenas nas aulas de História. Lembro-me de
ser muito pequenina e festejar o 25 de Abril com muita alegria.
- Concorda com
o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?
- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo
com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o
nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.
- Mas se
falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada,
coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?
- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...
- O facto de
haver presos políticos.
- Não conheço essa
realidade de uma forma que me permita afirmar
alguma coisa.
- Mas isto é
algo que costuma ser notícia nos jornais.
- De facto, não conheço a fundo essa situação de modo a dar uma opinião
séria e fundamentada.
- No curso de
Ciência Política e Relações Internacionais, não discutiu estas questões?
- Não, não abordámos isto.
- Como olha
para os erros do passado cometidos por alguns partidos comunistas do Leste
europeu?
- O PCP, depois do fim da URSS, fez um congresso
extraordinário para analisar essa questão. Apesar dos erros cometidos, não se
pode abafar os avanços económicos, sociais, culturais, políticos, que existiram
na URSS.
- Houve
experiências traumáticas...
- A avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos
não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom.
- Como encara
os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram
milhares de pessoas?
- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre
isso.
- Mas foi bem
documentado...
- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.
- Mas não
sentiu curiosidade em descobrir mais?
- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra
coisa...
[…]»

é o poder da cartilha ;)
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