É
o livro [de José Milhazes] que estou lendo. Lá constam referências, asserções, documentos,
depoimentos,… que destroem cada
uma das múltiplas narrativas, apólogos, anáforas, devaneios, quimeras,… com que tem sido
incensada a figura. Milhazes retoma o pedido [suspeito
que não subscrito por indefectíveis democratas e viscerosos republicanos]
para que Portugal insista na devolução de parte do arquivo da PIDE que «ex-operacionais
do KGB afirmam ter sido levado para a União Soviética».
Quanto
mais nele me enfronho mais confirmo a impossibilidade que seria um Fernando
Rosas [professor de história e historiador], escrevê-lo. Por uma prevalente razão:
é, intelectualmente, hemiplégico [uma fortíssima constrição, qualquer que seja a
perspectiva, à fluidez da verdade história].
A verdade histórica…
bem, essa será música para outro coreto -- um historiador não tem de ser
intelectualmente sério. Bem pode não satisfazer a segunda condição e continuar garantindo
a primeira.
| de António José Telo |

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