«[…]
Portugal tem um papel fundamental na CPLP. Mas se está reduzido a um
protectorado, como afirma o senhor vice-primeiro-ministro Paulo Portas e muitos
outros políticos portugueses, não tem capacidade para assumir as suas
responsabilidades na comunidade dos países que falam a Língua Portuguesa. Está
pior do que a Guiné-Bissau, apesar de tudo um Estado soberano. E corre o risco
de ter um estatuto político muito próximo da “aspirante” Guiné Equatorial. Fazemos
esta constatação, com mágoa. Mas a vida continua e a CPLP não pode ficar à
espera de um Portugal que até os seus mais altos dirigentes políticos aceitam
seja um protectorado. […] Se Portugal perdeu a independência, não está em
condições de assumir qualquer responsabilidade no seio da comunidade. Mas todos
juntos, podemos e devemos lutar para que um país fundador reconquiste a sua
independência. As elites portuguesas que têm sentido patriótico podem contar
com os povos da CPLP na luta pela reconquista da independência de Portugal.
Estamos todos ansiosos para que esse pesadelo tenha fim […]»
in Jornal de Angola, Editorial – 12/10/13
Das
coisas que já escrevi mas que não voltarei a escrever, uma, foi
«só falta ver os
cães a mijarem-vos nas pernas ou nas calças, caso estejam vestidos»
Se bem que deteste
aqueles canídeos o certo é que nunca serei eu a enxotá-los. Limitar-me-ei a
contemplar a cena.
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