5 de outubro de 2013

A gastronomia do bacalhau

O 5 de Outubro é, direi assim, um dia engraçado.
 
Esta data aniversária [para republicanos] é, por antítese, um dia de assanhamento retórico [para monárquicos]. Babosa, muita treta e nada mais do que isso. Sabe-se que nem entre eles -- e são poucos! -- se entendem quanto a berço, apelido, herança,… isso desconsiderando a “recomendação” [à maioria] de aos aristocratas, cá por coisas, não deverem afoitar-se na elaboração da árvore genealógica; dos plebeus candidatos aos títulos nobiliárquicos o melhor seria satisfazerem-se em manter-se os malteses que nunca deixaram de ser.

Ouvi-los arguir, terçar argumentos e razões, é engraçado.

Os tipos referem-se uns aos outros como se fossem de universos distintos e o melhor mesmo é não referir os aguadeiros, padeiros, pasteleiros,… para não entornar o caldo, para não acabar a devanear sobre «inscrições» transactas tão promíscuas quanto sórdidas.
Os “republicanos” falam dos “monárquicos” como se a monarquia tivesse sido um quisto no organismo [da nação]; os “monárquicos” falam dos “republicanos” como se fossem umas erupções cutâneas purulentas que o organismo [da nação], a dado passo, produziu. Uns meio afectados e cabotinos até mais não poderem; outros a exibir um arreganho que, e se levados a sério, sugerem mastins esfaimados.
Apreciar a [aparente] convicção com que se exibem, apreciar-lhes a presumida seriedade é engraçado.

Sem comentários:

Enviar um comentário