Esta
data aniversária [para republicanos] é, por antítese, um dia de assanhamento
retórico [para monárquicos]. Babosa, muita treta e nada mais do que isso.
Sabe-se que nem entre eles -- e são poucos! -- se entendem quanto a berço,
apelido, herança,… isso desconsiderando a “recomendação” [à maioria] de aos
aristocratas, cá por coisas, não deverem afoitar-se na elaboração da árvore
genealógica; dos plebeus candidatos aos títulos nobiliárquicos o melhor seria
satisfazerem-se em manter-se os malteses que nunca deixaram de ser.
Ouvi-los
arguir, terçar argumentos e razões, é engraçado.
Os
tipos referem-se uns aos outros como se fossem de universos distintos e o melhor
mesmo é não referir os aguadeiros, padeiros, pasteleiros,… para não entornar o
caldo, para não acabar a devanear sobre «inscrições» transactas tão promíscuas
quanto sórdidas.
Os
“republicanos” falam dos “monárquicos” como se a monarquia tivesse sido um
quisto no organismo [da nação]; os “monárquicos” falam dos “republicanos” como
se fossem umas erupções cutâneas purulentas que o organismo [da nação], a dado
passo, produziu. Uns meio afectados e cabotinos até mais não poderem; outros a
exibir um arreganho que, e se levados a sério, sugerem mastins esfaimados.
Apreciar
a [aparente] convicção com que se exibem, apreciar-lhes a presumida seriedade é
engraçado.

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