Andam,
aparentemente, cheios de razão [se
desconsiderarmos umas quantas, muitas, razões]. Convenhamos que quem raramente tem razão são 1 -- quem tem de fazer e não faz ou 2 -- quem faz mas faz mal ou 3 -- podendo fazer assim, optam por fazer assado.
Não acho que o maior problema
de um faminto seja a existência de pão. Acho que é a realidade da sua fome.
Sendo assim, se lhe perguntarem «Existe pão?»,
ele responderá «Aparentemente, não».
È
muito provável que o faminto não faça a mais pequena ideia de quem foi S. Tomás
de Aquino. Mas foi S. Tomás de Aquino que à pergunta «Existe
Deus?», respondeu «Aparentemente, não».
«O pensamento
conceptual e a linguagem verbal – que elevaram o
homem a um nível superior a todas as outras criaturas e lhe deram o domínio do
planeta -- não são propriamente umas bençãos. Todos os perigos que
ameaçam a humanidade de exterminação são
consequências directas deste pensamento conceptual e dessa linguagem verbal»
Konrad
Lorenz
Das tolices que são frequentemente
papagueadas sobre optimistas e/ou pessimistas e que exercem função similar à de
alguém que profere sem que tal lhe seja solicitado nem perguntado «ser de
esquerda» ou seja, funcionam como máximo divisor comum de quem pretende falar
sem nada dizer, a essas deliciosas pessoas, Woody Allen, dedicou-lhes uma dulcíssima
estória
À
hora da refeição, duas velhinhas instaladas num hotel termal, dizem
-- A comida deste hotel é péssima.
Ao
que responde a outra
--
Pois é!
E as doses são
muito pequenas.
Aparentemente
as velhinhas tinham razão. Na realidade, se a tinham, perderam-na. Quiçá por
razões, outras, de que as velhinhas sabem mas não falam e, Woody Allen, não
conta. Para a terem teriam de ser consequentes – a primeira, não comia; a
segunda, não reclamava da pequenez da dose e ambas «levantavam o rancho» e …
José Gomes Ferreira [jornalista que aprecio favoravelmente] escreveu um
livro que é «O Programa de Governo», dele. É realmente o dele. Do país só
aparentemente poderá ser. Do país, deste país é que, garanto, jamais será. Mas
se benevolamente o quisermos tomar como realidade, eventual, e não como desejo então,
nessa remota eventualidade, a suposta clarividência de Gomes Ferreira, não será
clarividência: o país é que será outro! com pouco ou nada que ver com o
anterior.
Aproveita,
Zé!
Gomes Ferreira, aparentemente,
está carregadinho de razões tanto mais que a muitas, fundamenta-as e justifica-as.
Eu também só que nunca escrevi livros [e isso é
incompetência minha].
O
problema não é esse. «O problema» são as outras razões além, ou aquém, das
razões dos outros [não me refiro às dos banqueiros,
dos monopólios, dos neoliberais chiça, capitalistas empedernidos, etc… refiro-ma
às razões dos que calcorreiam as calçadas que nós calcorreamos] e que fazem com que «quem a tem» e
por maior que seja «com ela fique», e «bom proveito».
Haja paciência!

Sem comentários:
Enviar um comentário