Com
propósito, mérito * e utilidade
inquestionáveis, a Fundação Francisco
Manuel dos Santos realizou um ciclo de conferências e debates, «Presente no
Futuro / Portugal Europeu. E agora?». Oportunidade para [sem pressa] ouvir,
questionar, confrontar gente que vale a pena ser ouvida [quaisquer que sejam as
perspectivas] como Maria João Rodrigues,
José Manuel Félix Ribeiro, D. Manuel Clemente, Wolfgang Münchau, Reinhard
Naumann já que outros do tipo «arroz-de-quinze»/«vou-a-todas-gosto-de-me-ver-e-ouvir» como Manuel Villaverde Cabral, António
Vitorino, Augusto Mateus, João Cravinho, Ana Gomes, Pacheco Pereira, … por
natureza estão por terem de estar, por atavismo e muito por não haver coragem
para os ignorar até porque nunca dizem sim e/ou não. Administram-no [coisa
rigorosamente diversa], e usualmente ficam pelo “talvez”.
A
dizerem, no mínimo, seria para se desdizerem ou voltar a enganar quem os ouve.
Assestemos
baterias por exemplo em Villaverde
Cabral que interveio como comentador e que, nas suas considerações, enfatizou
questões do âmbito da demografia e fez outras quantas instigações [prospectivas]
sobre a sustentabilidade do Estado Providência -- das quais se podem [e devem]
fazer inúmeras inferências directas e/ou correlatas.
A
«bonecos» destes prefiro não os ouvir ou ouvindo, não os levar a sério.
Villaverde Cabral instigou a plateia a prestar
muita atenção ao comportamento demográfico português no derradeiro quartel. «Muita atenção,
muito cuidado» disse «por isto e mais aquilo».
Em
1998, José Rebelo levou a cabo um ciclo de conferências sobre temáticas particularmente
relevantes e para as quais convidou à “reflexão” Joaquim Aguiar, Manuel Villaverde Cabral, José
Tribolet, Diogo Pires Aurélio. A editora «Livros e Leituras» publicou-as na
colecção «Mesa Redonda» sob o título “Saber e Poder”.
Do “painel”
«Fim do Estado Providência? i) Conflitualidade
ou complementaridade de interesses entre gerações; ii) Capitalização
ou redistribuição; iii) Desigualdades
compatíveis e intoleráveis»
Do
lastro e do rasto aqui deixo parte [para documentar a
autoridade no que proferem e a importância que lhes deve ser atribuída].
Leitura
e apreciações cada qual faça a que lhe aprouver.
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